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Nova Tentativa do Governo de Tributar Papéis Isentos Preocupa Mercado

O governo brasileiro está considerando a tributação de papéis isentos, como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), o que está gerando preocupação no mercado. A proposta é aplicar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre esses papéis, o que poderia aumentar o custo de capital para os setores imobiliário e agronegócio.

De acordo com especialistas, a tributação desses papéis poderia ter um impacto negativo na economia, especialmente em um cenário de taxas de juros já elevadas. A introdução de uma nova carga tributária sobre esses papéis poderia criar uma “tempestade perfeita” para o setor de construção civil, desestimulando novos lançamentos de imóveis e investimentos em infraestrutura urbana.

Além disso, a tributação poderia afetar a capacidade de famílias de adquirir imóveis, especialmente a classe média. Estimativas sugerem que o aumento da parcela derivado do encarecimento do custo de capital poderia retirar a capacidade de aquisição de imóveis de mais de 1 milhão de famílias.

  • A tributação de papéis isentos poderia aumentar o custo de capital para os setores imobiliário e agronegócio.
  • A introdução de uma nova carga tributária poderia criar uma “tempestade perfeita” para o setor de construção civil.
  • A tributação poderia afetar a capacidade de famílias de adquirir imóveis, especialmente a classe média.

Os especialistas também criticam a falta de transparência na forma como a criação de impostos é feita, sem debate ou discussão com a sociedade. Além disso, a tributação do IOF poderia ter um impacto ruim no mercado de capitais, que é a forma mais saudável de financiar esses setores.

Em resumo, a nova tentativa do governo de tributar papéis isentos preocupa o mercado, pois poderia ter um impacto negativo na economia e afetar a capacidade de famílias de adquirir imóveis. É fundamental que o governo reconheça a especificidade desses títulos de crédito privado e mantenha as condições atuais de fomento.

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