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Nelson Wilians: Como funcionava o esquema que fraudou R$ 3,8 bilhões em impostos

Esquema de Fraude Tributária: Entendendo o Caso de Nelson Wilians

O caso de Nelson Wilians, um advogado e empresário brasileiro, tem chamado a atenção devido ao seu envolvimento em um esquema de fraude tributária que teria sonegado R$ 3,8 bilhões em impostos. De acordo com as investigações, Wilians liderava um grupo que vendia créditos falsos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) para empresas em São Paulo.

O esquema funcionava da seguinte maneira: o escritório de Wilians oferecia créditos tributários inexistentes para empresas interessadas em reduzir o ICMS devido ao Estado. Em troca, cobravam “honorários de êxito” que chegavam a 70% do valor do crédito utilizado. As auditorias fiscais apontaram que os créditos comercializados não tinham comprovação de origem nem autorização do Fisco.

  • As empresas envolvidas no esquema eram, em sua maioria, empresas sem capacidade econômica, inaptas, baixadas ou sem atividade operacional.
  • A documentação necessária para inserir créditos tributários fraudulentos nas escriturações fiscais das empresas compradoras era fornecida por dois núcleos empresariais, conhecidos como “bolsões de crédito”.
  • O esquema também envolvia a emissão de documentação fictícia e a simulação de operações sem circulação real de mercadorias.

De acordo com os investigadores, as transações fraudulentas estavam em curso até agora, apesar de os alvos da Operação Distrato terem conhecimento de que a Fazenda estava promovendo uma rigorosa fiscalização sobre a emissão de créditos tributários. A fraude se espalhou pelo País inteiro e ganhou tal dimensão que abriu uma competição voraz entre advogados que se dedicavam a cooptar empresas para ingressar no esquema.

A Operação Distrato, que investigou o caso, apontou que os prejuízos aos cofres públicos são bilionários no País inteiro. Os investigadores consideram que as empresas devem contar com um sistema de compliance eficaz que aponte os riscos e implicações dessas situações.

Os advogados envolvidos no esquema estavam faturando até R$ 100 milhões por mês a título de “honorários”. A investigação também apontou que os escritórios de advocacia não praticavam qualquer ato legítimo, e que tudo era fraudulento, com falsificações grosseiras de venda de créditos de ICMS que não existiam.

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