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Navios “Fantasmas” do Catar Driblam Ormuz Sob Ameaça Iraniana

Em um cenário de tensão geopolítica, o Catar encontrou uma maneira de driblar a ameaça iraniana no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. Navios “fantasmas” carregados com gás natural liquefeito (GNL) têm cruzado o estreito discretamente, desligando seus transponders para evitar serem detectados.

Essa prática, conhecida como “navegação às escuras”, é comum no mercado de petróleo, mas é rara no setor de GNL, que é mais conservador e transparente. No entanto, com a guerra entre os Estados Unidos e o Irã, o Catar foi forçado a adaptar-se para garantir a segurança de seus navios e tripulações.

De acordo com relatos de marinheiros e traders, os navios do Catar têm sido orientados a desligar seus transponders ao entrar no Golfo Pérsico e a cruzar o Estreito de Ormuz em dupla, como uma espécie de mini caravana, para aumentar a segurança. Essa prática tem sido adotada por outros produtores de GNL da região, como a Abu Dhabi National Oil Co. (Adnoc).

A navegação às escuras é uma medida de segurança para evitar ataques iranianos, mas também reflete a pressão política e financeira sobre os produtores de GNL. A falta de transparência nesse mercado pode ter consequências a longo prazo, especialmente em um momento em que os consumidores na Ásia estão questionando o futuro do GNL como fonte de energia.

Os navios “fantasmas” do Catar têm sido capazes de cruzar o Estreito de Ormuz sem serem detectados, o que é um alívio para os compradores de GNL, como a Índia e o Bangladesh, que têm enfrentado dificuldades para obter suprimentos. No entanto, essa prática também aumenta o risco de acidentes e colisões, pois os navios não estão sendo rastreados.

A situação no Golfo Pérsico é complexa e está em constante mudança. A guerra entre os Estados Unidos e o Irã tem afetado a região, e os produtores de GNL estão sendo forçados a adaptar-se para garantir a segurança de seus navios e tripulações. A navegação às escuras é uma medida temporária, mas é um lembrete de que a segurança no mar é um desafio constante.

  • Navios “fantasmas” do Catar cruzam o Estreito de Ormuz desligando seus transponders para evitar serem detectados.
  • A navegação às escuras é uma medida de segurança para evitar ataques iranianos.
  • A prática é comum no mercado de petróleo, mas é rara no setor de GNL.
  • A falta de transparência no mercado de GNL pode ter consequências a longo prazo.

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