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Mulher de desembargador que atendeu líder do PCC operava sentenças, diz CNJ

Mulher de Desembargador Acusado de Operar Sentenças

A mulher do desembargador Divoncir Schreiner Maran, afastado definitivamente da carreira pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é acusada de operar processos no gabinete do magistrado e exercer “intermediação indevida” em ações de competência do marido. Viviane Alves Gomes de Paula é citada no inquérito da Polícia Federal que apura a fuga do super traficante Gérson Palermo, conhecido como “Pigmeu”, beneficiado com a prisão domiciliar durante plantão forense, por ordem de Divoncir, em abril de 2020.

Segundo a investigação, Viviane mantinha contato direto com o assessor do gabinete, Fernando Carlana, tratando do “trâmite processual de casos submetidos à apreciação do desembargador”. A Polícia Federal aponta que a mulher de Divoncir transmitia ao assessor diretrizes relacionadas aos processos judiciais, exercendo indevida intermediação em questões que deveriam ser tratadas diretamente entre o julgador e seus auxiliares imediatos.

Investigação e Consequências

A investigação aponta que a mulher de Divoncir mantinha “ingerência em questões processuais” que deveriam ser tratadas diretamente entre o desembargador e seus auxiliares imediatos. O CNJ decidiu impor a aposentadoria compulsória ao desembargador, medida considerada a mais drástica a um magistrado, segundo a Lei Orgânica da Magistratura Nacional.

Além disso, a investigação suspeita que o desembargador tenha recebido propina para conceder a prisão domiciliar a “Pigmeu” e que o dinheiro ilícito tenha sido lavado por meio da prática conhecida como “gado de papel”. O CNJ decidiu encaminhar cópias do processo à Procuradoria-Geral do Estado do Mato Grosso do Sul para propositura de ação de cassação da aposentadoria e de todos os direitos remuneratórios do desembargador.

  • A mulher do desembargador é acusada de operar processos no gabinete do magistrado e exercer “intermediação indevida” em ações de competência do marido.
  • A investigação aponta que a mulher de Divoncir mantinha contato direto com o assessor do gabinete, tratando do “trâmite processual de casos submetidos à apreciação do desembargador”.
  • O CNJ decidiu impor a aposentadoria compulsória ao desembargador, medida considerada a mais drástica a um magistrado.

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