Caso Henry Borel: Monique Medeiros se entrega à polícia
Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, se entregou à polícia na manhã desta segunda-feira, após o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manter a ordem de prisão dela. A decisão foi tomada após a análise de um recurso dos advogados da professora.
A ordem de prisão foi mantida após o ministro rejeitar outros pedidos da defesa, como a concessão de um prazo para que Monique se apresente voluntariamente e a definição prévia de um local específico de custódia. Mendes deu um prazo de 24 horas para que a Secretaria estadual de Polícia Penal do Rio informe em qual unidade a professora deverá se apresentar, “a fim de garantir sua integridade física e moral”.
Contexto do caso
Henry Borel foi encontrado morto em 2021, e as investigações apontaram que o menino havia sido vítima de agressões por parte do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, namorado da mãe. Monique Medeiros também foi acusada de participação no assassinato do filho.
As investigações continuam em andamento, e o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior permanece preso. A juíza responsável pelo caso havia determinado o relaxamento da prisão de Monique Medeiros após o adiamento do júri, mas a decisão foi revogada pelo ministro Gilmar Mendes.
Cronologia do caso
- 7 de março de 2021: Henry Borel é encontrado morto no apartamento da mãe e do namorado.
- 17 de março de 2021: Monique Medeiros presta depoimento na delegacia e conta que encontrou o filho caído no chão.
- 8 de abril de 2021: Dr. Jairinho e Monique são presos, acusados de envolvimento na morte de Henry.
- 23 de março de 2023: O julgamento pela morte de Henry é adiado após os advogados do ex-vereador Dr. Jairinho abandonarem o plenário.
- 25 de maio de 2023: O julgamento será retomado.
O caso Henry Borel chocou a opinião pública e levantou questões sobre a violência contra crianças e a responsabilidade dos pais e cuidadores.
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