Preparativos do Ministério da Saúde para Receber Venezuelanos Afetados por Ataques
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para receber os venezuelanos afetados pelos ataques dos Estados Unidos à Venezuela. Em uma mensagem em rede social, Padilha afirmou que o Brasil cuidará “de quem precisar ser cuidado, em solo brasileiro”.
Essa declaração veio após o governo dos EUA anunciar um ataque de grande escala contra a Venezuela, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro. O ministro da Saúde destacou que, desde o início das operações militares no entorno do país vizinho, a Agência do SUS, a Força Nacional do SUS e as equipes de Saúde Indígena estão preparadas para reduzir os impactos do conflito na saúde e no SUS brasileiro.
Contexto da Crise
A crise diplomática entre os EUA e a Venezuela vinha escalando nos últimos meses, com o governo Trump anunciando um bloqueio naval “total e completo” a petroleiros sancionados que entram e saem da Venezuela. Isso intensificou a pressão sobre Caracas, atingindo diretamente o petróleo, principal setor de receita do país.
A fronteira entre Brasil e Venezuela tem mais de 2 mil quilômetros de extensão, e desde que começou a crise migratória venezuelana em 2013, estima-se que 9,1 milhões de pessoas deixaram o país. A Venezuela tem hoje o maior número de refugiados do mundo, com 6,3 milhões de pessoas, superando países como a Síria.
Medidas do Governo Brasileiro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vinha tentando atuar como um mediador na escalada da crise entre EUA e Venezuela. Ele defendeu “diálogo” para evitar uma “guerra fratricida” na região e disse que tentaria falar com Donald Trump sobre o assunto antes do Natal.
Uma reunião de emergência foi convocada para discutir o ataque e a captura do presidente Nicolás Maduro. A prioridade do governo brasileiro é reunir informações detalhadas sobre a operação antes de qualquer posicionamento público.
- O governo brasileiro está preparado para receber os venezuelanos afetados pelos ataques.
- A Agência do SUS, a Força Nacional do SUS e as equipes de Saúde Indígena estão preparadas para reduzir os impactos do conflito na saúde e no SUS brasileiro.
- A crise diplomática entre os EUA e a Venezuela vinha escalando nos últimos meses.
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