Ministério detalha setores mais afetados em caso de taxação pelos EUA
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, destacou os setores produtivos que correm risco caso a proposta do governo dos Estados Unidos de taxar em 25% os produtos brasileiros venha a ser implementada. Segundo o ministro, os setores mais atingidos seriam os de máquinas, equipamentos, que têm valor agregado, e que trazem muito prejuízo para emprego, renda e indústrias.
A lista dos setores mais expostos inclui:
- máquinas e equipamentos industriais;
- produtos de plástico;
- calçados;
- produtos de madeira, como esquadrias;
- papel cartão;
- ferro fundido;
- peixes e crustáceos.
De acordo com o ministro, a decisão tarifária ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano. O ministro também destacou que não haverá retrocesso em temas relativos à soberania nacional, por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que o Pix não entra na pauta de negociações do Brasil.
O ministro criticou quem complica o avanço do diálogo entre Brasília e Washington, mencionando diretamente o senador Flávio Bolsonaro, que teve agenda na Casa Branca. Para o ministro, o movimento do parlamentar fluminense para classificar as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas pelos Estados Unidos, no fim, atrapalha os trabalhos realizados pelas autoridades brasileiras.
O ministro salientou que o Brasil mantém canais abertos permanentes com os EUA e que o governo brasileiro teria participado de, pelo menos, quatro reuniões formais recentes com o USTR. O objetivo é manter a transparência e esclarecer o posicionamento do Brasil na defesa dos interesses do povo brasileiro.
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