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Mendonça ganha força com casos Master e INSS, mas busca apoio após revés em CPI

Mendonça ganha força com casos Master e INSS, mas busca apoio após revés em CPI

O ministro André Mendonça tem se destacado no Supremo Tribunal Federal (STF) com sua atuação nos casos do Banco Master e das fraudes no INSS, ampliando seu protagonismo na Corte. No entanto, a derrota por 8 a 2 no julgamento que derrubou a prorrogação da CPI que investigava os descontos indevidos nas aposentadorias e pensões expôs os limites dessa ascensão.

Os ministros do STF interpretaram o resultado como um recado da maioria da Corte, mas avaliam que isso não altera o cenário favorável em torno do relator das principais investigações em andamento. Mendonça tem se afirmado como protagonista em uma sequência de decisões, e o placar deve levá-lo a intensificar a articulação interna para a formação de maiorias, especialmente em casos que tensionam a divisão de competências entre os Poderes.

  • O caso Master expôs o tribunal a uma crise de imagem e abriu caminho para desdobramentos como a negociação para a delação do banqueiro Daniel Vorcaro.
  • Mendonça também concentra a relatoria de frentes com alto potencial de desgaste político, como as apurações sobre fraudes no INSS.
  • O gabinete de Mendonça passou por um reforço, com a incorporação de delegados da Polícia Federal à equipe que auxilia o ministro.

Além disso, o gabinete conta com um juiz auxiliar especialmente destacado para lidar com o caso Master e recebeu recentemente autorização para remanejar a equipe internamente. A movimentação ocorre em um momento de aumento da carga de processos sensíveis no gabinete, e auxiliares da Corte avaliam que o reforço técnico busca dar maior vazão ao fluxo de medidas que são tomadas nesses inquéritos.

Mendonça tem adotado uma postura mais assertiva desde que assumiu o caso Master, em contraste com a atuação mais discreta que marcou parte de sua trajetória inicial no tribunal. A postura é confirmada por interlocutores do ministro, que dizem que ele tem sinalizado estar “muito tranquilo”, convicto das decisões sobre o escândalo Master.

O ministro Luiz Fux é citado como interlocutor frequente, formando um núcleo que tem atuado com alguma convergência em temas ligados à condução do tribunal. No entanto, o principal foco de tensão envolve o decano Gilmar Mendes, que tem feito críticas diretas à forma como o colega vem conduzindo o caso.

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