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Juros futuros têm baixas firmes após Trump adiar ataques contra usinas do Irã

Juros Futuros Sofrem Baixas Firmes Após Decisão de Trump

As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam a segunda-feira com baixas firmes, superiores a 30 pontos-base em alguns vencimentos. Isso ocorreu em uma sessão marcada pela busca global por ativos de risco após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiar por cinco dias os ataques contra usinas de energia do Irã e afirmar que os dois países estão conversando sobre a guerra.

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,795%, em queda de 33 pontos-base ante o ajuste de 14,122% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,865%, com recuo de 18 pontos-base ante 14,04%.

  • A taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu a mínima de 13,765% (-36 pontos-base) às 16h21, em meio ao apetite dos investidores globais por ativos de risco.
  • Os preços do barril de petróleo Brent cediam mais de 10% no fim da tarde, para abaixo de US$100, aliviando parte das preocupações sobre o efeito da guerra na inflação dos países — incluindo o Brasil.

Do lado de Teerã, no entanto, a agência de notícias iraniana Fars, citando uma fonte, afirmou que não há comunicações diretas ou indiretas com os EUA. O desencontro de narrativas trouxe certa volatilidade para a curva a termo brasileira na abertura, mas ainda na primeira hora de negociações as taxas se firmaram em baixa, com o dólar também em queda ante o real.

No boletim Focus divulgado pela manhã pelo banco central, os economistas do mercado financeiro elevaram de 4,10% para 4,17% a projeção para a inflação no Brasil em 2026. O centro da meta de inflação perseguida pelo BC é de 3%. Este foi o segundo avanço semanal da projeção de inflação no Focus.

A expectativa no Focus é de que o BC corte a Selic em 50 pontos-base em abril. A curva a termo, porém, vem mostrando uma precificação majoritária de corte de apenas 25 pontos-base da Selic em abril, com investidores avaliando que a desancoragem das expectativas de inflação em função da guerra fará o BC ser mais cauteloso.

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