Juros Futuros Despencam com Deflação nos EUA e Atuação Defensiva do Tesouro
As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam em queda na terça-feira, acompanhando o recuo firme dos rendimentos dos Treasuries no exterior após os EUA registrarem deflação maior do que o esperado pelo mercado em junho. O índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos recuou 0,4% em junho, mais que a projeção de queda de 0,1% dos economistas consultados.
Os investidores reduziram as apostas de que o Federal Reserve subirá sua taxa de referência, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%, no fim deste mês. Com isso, os rendimentos dos Treasuries despencaram, colocando a curva brasileira também para baixo, em paralelo ao recuo firme do dólar ante o real, para menos de R$5,10.
Atuação Defensiva do Tesouro
A atuação do Tesouro no leilão regular de títulos no Brasil corroborou a baixa das taxas dos DIs. O órgão vendeu 1,250 milhão de Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), títulos indexados à taxa básica Selic, e apenas 150 mil Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-Bs), papéis vinculados à inflação.
Os principais pontos sobre a queda dos juros futuros incluem:
- Queda de 14 pontos-base na taxa do DI para janeiro de 2028, para 13,87%;
- Recuo de 8 pontos-base na taxa do DI para janeiro de 2035, para 14,3%;
- Redução das apostas de que o Federal Reserve subirá sua taxa de referência no fim deste mês;
- Despencar dos rendimentos dos Treasuries, colocando a curva brasileira também para baixo.
Esses eventos indicam uma tendência de arrefecimento da inflação americana no curto prazo, embora o economista Vitor Kayo da Nomad destaque que esse arrefecimento deve-se principalmente à queda pontual dos preços de energia em junho.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link