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Juros futuros desabam com esperança de desescalada da guerra no Oriente Médio

Juros Futuros Desabam com Esperança de Desescalada da Guerra no Oriente Médio

As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam a terça-feira com baixas firmes, superiores a 30 pontos-base em vários vencimentos, acompanhando o recuo dos rendimentos dos Treasuries no exterior. Isso ocorreu em meio à esperança nos mercados de uma desescalada da guerra no Oriente Médio.

Com o dólar também em queda ante o real, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,755% no fim da tarde, com baixa de 35 pontos-base ante o ajuste de 14,108% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,88%, com recuo de 25 pontos-base ante 14,13%.

Impacto do Conflito no Oriente Médio

O conflito no Oriente Médio tem sido um fator importante para os mercados financeiros. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o país destruirá as usinas de energia iranianas se Teerã não aceitar um acordo de paz, reabrindo o Estreito de Ormuz. No entanto, a possibilidade de fim da guerra reduz o prêmio de risco, o que faz com que a curva de juros vá para baixo.

Os investidores se apegaram à possibilidade de desescalada da guerra, o que levou a uma queda nos juros futuros. A taxa do DI para janeiro de 2035 atingiu a mínima intradia de 13,870% (-26 pontos-base) às 13h39, em um momento em que os rendimentos dos Treasuries também estavam nas mínimas do dia.

Análise do Mercado

De acordo com Lais Costa, analista da Empiricus Research, a possibilidade de fim da guerra reduz o prêmio de risco, então você já tem esta curva de juros indo para baixo. No entanto, o próprio Trump disse para o Reino Unido se virar, o que pode afetar o mercado.

Além disso, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revelaram a geração de 255.321 empregos formais em fevereiro, abaixo dos 270.150 postos calculados em pesquisa da Reuters com economistas. O resultado não alterou o movimento de retirada de prêmios da curva brasileira.

O banco central informou que a dívida bruta brasileira atingiu 79,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em fevereiro — o maior percentual desde os 79,5% de outubro de 2021, quando o país ainda enfrentava os impactos econômicos da pandemia de Covid-19.

  • A taxa do DI para janeiro de 2028 fechou em 13,755%.
  • A taxa do DI para janeiro de 2035 fechou em 13,88%.
  • O rendimento do Treasury de dois anos caiu 4 pontos-base, a 3,785%.

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