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JPMorgan mantém Totvs como principal escolha em tecnologia e vê alta de 77%

Resumo da Análise do JPMorgan sobre a Totvs

O JPMorgan revisou suas estimativas para a Totvs após os resultados do primeiro trimestre de 2026 e reforçou a companhia como sua principal recomendação no setor de tecnologia da América Latina. A instituição destaca a liderança da Totvs no mercado brasileiro de ERP, seu crescimento consistente, expansão de margens e forte geração de caixa.

A Totvs combina esses fatores, mesmo diante dos desafios de curto prazo relacionados à incorporação da Linx. O JPMorgan avalia que a empresa segue negociando a níveis atrativos, com as ações cotadas a cerca de 18 vezes o lucro estimado para 2026. Além disso, a instituição destaca a resiliência operacional da companhia e o bom ritmo do segmento de gestão.

Principais Pontos da Análise

  • O JPMorgan reduziu o preço-alvo de R$ 58 para R$ 57, refletindo o aumento do WACC (custo médio ponderado de capital), que passou de 11,8% para 12% em meio à elevação das taxas de juros livres de risco nos Estados Unidos.
  • A instituição manteve a recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para a Totvs.
  • O segmento de gestão, principal negócio da Totvs, continua apresentando desempenho robusto, com cerca de 50% de participação nas receitas do mercado brasileiro de ERP.
  • A companhia detém um ritmo de fechamento de novos contratos sólido, apesar das preocupações do mercado relacionadas à inteligência artificial.

O JPMorgan também apontou melhora gradual da rentabilidade da Totvs, com margem avançando 200 pontos-base no trimestre, mesmo com impactos matemáticos negativos decorrentes de mudanças tributárias trabalhistas. Além disso, a instituição elevou a projeção de EBITDA ajustado em 4% para 2026 e 3% para 2027.

Com base nas estimativas, o JPMorgan avalia que a Totvs negocia a múltiplos atrativos, com P/L (preço sobre lucro) de 17,7 vezes para 2026 e 15 vezes para 2027. A instituição destaca que a companhia cresce receitas em ritmo orgânico próximo de 15% ao ano e deve expandir lucros em cerca de 19% ao ano, apoiada por ganhos de margem e sinergias com a Linx.

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