Análise do JPMorgan sobre a Embraer (EMBJ3)
O JPMorgan revisou suas estimativas para a Embraer (EMBJ3) após os resultados do quarto trimestre de 2025 e elevou o preço-alvo para dezembro de 2026. Isso implica um potencial de valorização de cerca de 30% para as ações da empresa.
O banco considerou também a participação na Eve, subsidiária da companhia responsável pela produção de aeronaves urbanas elétricas, com preço-alvo de US$ 7 por ação. Com isso, o valor justo da Embraer poderia chegar a US$ 94 por ADR ou R$ 122 por ação.
Recomendação do JPMorgan
O JPMorgan mantém recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para a Embraer. A ação negocia a cerca de 10,2 vezes EV/Ebitda estimado para 2026 e 7,4 vezes para 2027, abaixo dos múltiplos médios das pares.
Além disso, o banco acredita que o desconto de 15% devido à menor escala da companhia deve diminuir com o tempo, apoiado pelo maior potencial de crescimento, melhora na rentabilidade e carteira recorde de pedidos.
Catalisadores de Curto Prazo
Os principais catalisadores de curto prazo incluem:
- Possibilidade de margem Ebit em 2026 acima da orientação, caso as tarifas dos EUA permaneçam zeradas.
- Pedidos superiores a 200 unidades do E175 no segmento comercial.
- Cerca de 60 aeronaves C-390 no segmento de defesa na Índia, impulsionados por acordos com Adani Group e Mahindra Group.
- Potencial de avanços na parceria com a Northrop Grumman para oferecer o C-390 como aeronave tanque para a Força Aérea dos Estados Unidos.
- Progresso contínuo nos testes e certificação do eVTOL da Eve.
O JPMorgan também destaca que a ausência de novos anúncios relevantes de pedidos ou o eventual fracasso das negociações com a Índia poderiam representar riscos para a visão positiva sobre o papel.
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