Indústria Brasileira Fecha 2025 com Crescimento de 0,6%
A indústria brasileira fechou o ano de 2025 com um crescimento de 0,6%, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado marca o terceiro ano consecutivo de expansão da produção industrial brasileira, apesar da desaceleração nos últimos meses do ano.
A pressão causada pelos juros altos foi apontada como o principal motivo para a desaceleração da indústria no fim do ano. O gerente da pesquisa, André Macedo, explicou que a política monetária restritiva, com juros em patamar elevado, diminui a intensidade da economia e afeta as decisões das empresas de investir.
Setores e Desempenho
Em 2025, a indústria apresentou crescimento em duas das quatro grandes categorias econômicas: bens de consumo duráveis (2,5%) e bens intermediários (1,5%). Já os bens de consumo semi e não duráveis (-1,7%) e bens de capital (-1,5%) registraram declínio.
Das 25 atividades pesquisadas pelo IBGE, 15 apresentaram avanço, com destaque para indústrias extrativas (4,9%) e produtos alimentícios (1,5%). Além disso, foi registrada alta na produção em 49,6% dos 789 produtos pesquisados pelo IBGE.
Efeito dos Juros e Preocupação com Inflação
O Banco Central, preocupado com a trajetória crescente da inflação, iniciou uma escalada da taxa básica de juros da economia, a Selic, em setembro de 2024. A Selic influencia todas as demais taxas de juros do país e, quando elevada, age na economia de forma restritiva, encarecendo operações de crédito e desestimulando investimentos e consumo.
A meta de inflação do governo é de 3% no acumulado de 12 meses, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. O índice oficial de inflação (IPCA) ficou 13 meses fora do intervalo de tolerância, praticamente todo o ano de 2025.
Apesar da pressão restritiva, 2025 terminou com a menor taxa de desemprego já registrada, conforme divulgado pelo IBGE.
- Crescimento da indústria em 2025: 0,6%
- Crescimento em 2024: 3,1%
- Crescimento em 2023: 0,1%
- Setores com crescimento: bens de consumo duráveis e bens intermediários
- Setores com declínio: bens de consumo semi e não duráveis e bens de capital
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