Indígenas Mura Defendem Mineração de Potássio em Autazes
Uma comitiva do Conselho Indígena Mura (CIM) esteve em Brasília para reforçar o apoio ao Projeto Potássio Autazes, que visa transformar o município de Autazes em um polo estratégico de produção de fertilizantes no país. O projeto prevê a exploração de silvinita e tem potencial para abastecer até 25% da demanda nacional de potássio por mais de 30 anos.
Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes potássicos consumidos no país, o que é agravado pela guerra entre Rússia e Ucrânia e pelas sanções à Bielorrússia, grandes produtores mundiais do insumo. O empreendimento prevê investimento de US$ 2,5 bilhões e operação estimada em 23 anos, com expectativa de iniciar as atividades em 2027 e fornecer cerca de 20% da necessidade nacional de potássio.
Divergências entre Comunidades Indígenas
No entanto, o projeto divide o povo Mura. Lideranças ligadas à Organização Indígena da Resistência Mura (OIRMA) contestam a legitimidade da consulta realizada sobre a mineração, gerando divergências entre comunidades indígenas de Autazes e Careiro da Várzea.
Durante o encontro com o senador Eduardo Braga, a comitiva do CIM reafirmou o apoio ao avanço do licenciamento federal do projeto. O senador também reafirmou seu apoio ao empreendimento, articulando junto ao Ministério de Minas e Energia e à Advocacia-Geral da União.
Próximos Passos
Os próximos passos dependem da definição do licenciamento ambiental, atualmente em disputa entre o Ipaam e o Ibama, além do andamento de processos judiciais no TRF1 envolvendo comunidades indígenas contrárias ao empreendimento. A comitiva do CIM espera que o projeto avance e traga benefícios para as comunidades indígenas e para o país como um todo.
- Investimento de US$ 2,5 bilhões
- Operação estimada em 23 anos
- Expectativa de iniciar as atividades em 2027
- Fornecer cerca de 20% da necessidade nacional de potássio
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