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Ibovespa hoje fecha estável com Petrobras e petróleo em alta; dólar sobe a R$ 5,11

Ibovespa hoje fecha estável com Petrobras e petróleo em alta; dólar sobe a R$ 5,11

O Ibovespa fechou praticamente estável nesta sexta-feira, com o avanço das ações da Petrobras ajudando a compensar a pressão negativa do setor bancário. O principal índice da B3 recuou 0,06%, aos 173.714,08 pontos, encerrando a semana com perda acumulada de 2,33%, a primeira em um mês.

O volume financeiro do pregão somou R$ 23,86 bilhões. O mercado brasileiro foi influenciado por um ambiente global de maior aversão ao risco. Em Nova York, as bolsas fecharam em forte queda, refletindo preocupações dos investidores com os elevados gastos em inteligência artificial e uma nova rodada de vendas em ações de tecnologia.

O Dow Jones caiu 0,77%, o S&P 500 recuou 1,01% e o Nasdaq perdeu 1,40%. O setor de semicondutores liderou as perdas nos Estados Unidos. A Nvidia caiu 2,21%, enquanto Intel e AMD recuaram 2% e 1,03%, respectivamente.

Em contrapartida, o petróleo disparou diante da escalada das tensões no Oriente Médio. Os preços avançaram mais de 4% após a continuidade dos ataques entre Israel e Irã no Golfo Pérsico e a manutenção do fechamento do Estreito de Ormuz.

O petróleo WTI para setembro fechou em alta de 4,47%, a US$ 81,78 por barril, enquanto o Brent para setembro avançou 4,59%, a US$ 88,10. Na semana, os ganhos acumulados chegaram a 14,5% e 15,9%, respectivamente.

No câmbio, o dólar à vista subiu 0,24%, encerrando a sessão cotado a R$ 5,1112. A moeda americana acompanhou a valorização global do dólar em meio ao aumento das tensões geopolíticas.

A despeito disso, o real teve desempenho relativamente melhor do que o de outras moedas emergentes, beneficiado justamente pela forte alta do petróleo. Na semana, a divisa acumulou leve avanço de 0,05%.

Os investidores também acompanharam as notícias sobre o tarifaço imposto pelos EUA ao Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não vai se manifestar sobre a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros enquanto o presidente americano, Donald Trump, não se manifestar sobre o tema.

A ApexBrasil, agência brasileira de promoção de exportações e investimentos, classificou as novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros como uma medida “absurda do ponto de vista comercial”. Segundo o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, a sobretaxa de 25% vai atingir US$ 7,2 bilhões das vendas aos EUA, de um total de US$ 38 bilhões.

O BNDES pediu R$ 7,25 bilhões à Fazenda para reforçar as linhas de crédito criadas pelo governo para ajudar empresas afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Além disso, o governo publicou medida provisória que abre crédito extraordinário no valor total de R$ 13,285 bilhões aos Ministérios da Fazenda, Agricultura e Advocacia-Geral da União.

No exterior, as bolsas da Europa fecharam em baixa, com o STOXX 600 recuando 0,45%. Já as bolsas da Ásia fecharam com fortes perdas, com o Nikkei 225 despencando 4%.

Os preços do petróleo continuam em alta devido à escalada das tensões no Oriente Médio. O barril do petróleo WTI está sendo negociado a US$ 80,77, enquanto o barril do petróleo Brent está sendo negociado a US$ 85,80.

O dólar futuro está sendo negociado a R$ 5,131, enquanto o Ibovespa futuro está sendo negociado em queda de 0,20%, a 174.900 pontos.

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