Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa oscila em meio a novos dados e guerra em foco
O Ibovespa opera em leve alta nos primeiros negócios desta quinta-feira, novamente tentando retomar os 176 mil pontos, após relatos de novos ataques dos Estados Unidos ao Irã, em dia carregado de dados econômicos nacionais e norte-americanos.
Caem as ações de VALE3, sobem as de PETR4 e operam mistos os grandes bancos. O dólar comercial ronda os R$ 5,05 e os juros futuros avançam.
O núcleo da inflação PCE nos Estados Unidos, que exclui os componentes voláteis de alimentos e energia, subiu 0,2% em abril. Na base anual, a taxa foi de 3,3%. A expectativa de economistas consultados pela Reuters era de que o núcleo da inflação subisse 0,3%, para uma taxa anual de 3,3%.
Já o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 1,6% em termos anualizados no primeiro trimestre. O número ficou abaixo do esperado, uma vez que economistas consultados pela Reuters projetavam avanço de 2%, em linha com a primeira projeção.
Por aqui, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% nos três meses até abril. A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 5,9% no período.
Já o IGP-M desacelerou a 0,84% em maio com estabilidade do petróleo, mostrou a FGV.
As Forças Armadas dos EUA disseram ter realizado novos ataques visando uma operação iraniana de drones, enquanto Teerã afirmou ter atacado uma base aérea norte-americana no Kuweit.
O petróleo chegou a subir e as ações recuavam de máximas recordes uma vez que o aumento das tensões no Oriente Médio confundiu os sinais sobre as negociações de paz, após o presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitar um relato iraniano de um acordo para retomar o tráfego através do Estreito de Ormuz.
Em Wall Street, o Dow Jones Futuro cai 0,05%, S&P Futuro perde 0,10% e Nasdaq Futuro tem alta de 0,15%.
Os principais índices em Nova York começam a sessão próximos da estabilidade, com investidores aumentando o grau de preocupações com a guerra no Oriente Médio.
Além disso, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, reiterou o desconforto com as expectativas de inflação para 2028, que estão subindo no Brasil.
O centro da meta de inflação perseguida pelo Banco Central é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, o que implica uma taxa máxima de 4,5%.
Desde o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, no fim de fevereiro, as expectativas de inflação têm subido no Brasil, na esteira da disparada dos preços internacionais do petróleo.
Nos últimos meses, dirigentes do Banco Central vêm destacando o desconforto com o fato de as projeções para 2028 estarem se distanciando do centro da meta.
No boletim Focus mais recente, a mediana das projeções dos economistas para a inflação em 2028 estava em 3,65% — antes do início da guerra a taxa era de 3,50%.
Para especialistas, os dados não apontam aperto adicional, uma vez que o nível de ocupação e o desemprego dessazonalizado estão estáveis há alguns meses, sem aceleração.
Além disso, o governo central registrou um superávit primário de R$25,198 bilhões em abril, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira, resultado melhor que o esperado pelo mercado e acima do superávit de R$18,195 bilhões obtido no mesmo mês de 2025.
Economistas consultados pela Reuters esperavam que o dado, que compreende as contas de Tesouro, Banco Central e Previdência Social, seria superavitário em R$24,05 bilhões no mês passado.
Em relação aos dados econômicos, analistas devem acompanhar os resultados do IGP-M de maio, o relatório de política monetária do BC, a taxa de desemprego no trimestre até abril e os dados do governo central também de abril.
À tarde ainda será apresentado o resultado do Caged.
As atenções recaem também para os dados de gastos com consumo pessoal dos Estados Unidos, que incluem a medida de inflação preferida do Federal Reserve
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