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Ibovespa começa junho em queda de 0,91%, aos 172 mil, menor nível desde 21 de janeiro

Resumo do Mercado

O Ibovespa iniciou o mês de junho em queda, fechando em 172.197,46 pontos, uma baixa de 0,91% em relação ao dia anterior. Essa foi a quinta sessão consecutiva de perdas para o índice, que agora se encontra no menor patamar desde 21 de janeiro.

A queda do Ibovespa foi influenciada pelas incertezas globais, especialmente as tensões entre EUA e Irã, que têm impactado a curva de juros, o câmbio e o mercado de ações. Além disso, a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelos EUA também trouxe preocupações sobre a relação bilateral entre os dois países.

Contexto Global

No exterior, os principais índices de ações nos EUA, como o Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq, continuam nas máximas históricas, apesar das incertezas em torno das relações entre EUA e Irã. As ações das principais empresas de software registraram ganhos após o CEO da Nvidia afirmar que os agentes de inteligência artificial têm potencial de impulsionar significativamente o setor.

No entanto, o cenário geopolítico permanece tenso, com alertas de moradores do norte de Israel para deixarem a região caso o governo israelense amplie operações no Líbano. Isso elevou a tensão no Oriente Médio e contribuiu para a queda do Ibovespa.

Desempenho das Ações

Na B3, as ações das principais empresas de primeira linha, como Vale e Itaú, registraram perdas. Já as ações de empresas como Totvs, Brava e Cosan apresentaram ganhos. A Petrobras foi uma das poucas empresas que se salvou, acompanhando a escalada do petróleo.

A semana traz uma nova bateria de dados econômicos, incluindo leituras sobre o mercado de trabalho americano e a divulgação preliminar da inflação de maio na zona do euro. Esses dados devem contribuir para tomar o pulso da situação e influenciar os mercados.

Matthew Ryan, head de estratégia de mercado global da Ebury, observa que as manchetes sobre EUA, Israel e Irã continuam influenciando os mercados, mas os dados econômicos também devem ser considerados. O Federal Reserve, o banco central norte-americano, também estará atento às leituras sobre o mercado de trabalho americano.

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