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Hungria vai às urnas no dia 12 e Viktor Orbán pode ganhar mesmo perdendo

Eleições na Hungria: Viktor Orbán Pode Ganhar Mesmo Perdendo

No dia 12 de abril, os húngaros irão às urnas para decidir o futuro político do país. As últimas pesquisas indicam que o partido de centro-direita Partido Respeito e Liberdade (Tisza) pode obter a maioria dos votos, mas isso não significa necessariamente o fim da gestão do primeiro-ministro Viktor Orbán, do partido União Cívica Húngara (Fidesz).

A legislação eleitoral húngara, modificada e reescrita por Orbán nos últimos 15 anos, pode favorecer o Fidesz. O sistema de escolha em dois turnos foi trocado por uma estrutura híbrida, com 106 deputados escolhidos em distritos uninominais e 93 por meio de um sistema proporcional nacional. Além disso, os eleitores votam em duas cédulas: uma para uma lista partidária e outra para um candidato em sua circunscrição local.

Os analistas políticos afirmam que a geografia política da Hungria ainda favorece o Fidesz. O Tisza parece forte em Budapeste e em cidades maiores, mas o partido de Orbán domina a Hungria rural, incluindo vilarejos e cidades menores no leste e sul. Como mais da metade dos assentos parlamentares são decididos em distritos eleitorais individuais, as vitórias rurais têm enorme peso.

  • O sistema de compensação de vencedor também favorece o Fidesz, pois os votos dados para candidatos derrotados em distritos individuais são adicionados à lista nacional de um partido.
  • Os votos excedentes para candidatos vencedores também são transferidos para a lista, o que significa que quanto mais forte um partido se sai nos distritos eleitorais, mais votos de lista adicionais ele recebe.
  • O Tisza, liderado por Péter Magyar, pode não conseguir apoio suficiente no Parlamento para formar um gabinete e ser escolhido como novo primeiro-ministro, dada a força que o Fidesz ainda terá na casa legislativa.

A Hungria de Orbán também tem sido alvo de escrutínio das instituições europeias pela regressão dos padrões democráticos. Um procedimento de infração foi aberto pela Comissão Europeia por conta de o país não cumprir várias disposições da legislação europeia de liberdade de mídia.

Em resumo, as eleições na Hungria podem ter um resultado inesperado, com o Fidesz mantendo sua influência no país, mesmo que o Tisza obtenha a maioria dos votos. A legislação eleitoral e a geografia política do país favorecem o partido de Orbán, o que pode levar a uma vitória mesmo com menos votos.

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