Resumo da Situação do GPA
O GPA, dono da rede de supermercados Pão de Açúcar, divulgou uma nova versão do seu plano de recuperação extrajudicial, que foi aceita por 57,5% dos credores. Esse plano permite que o GPA comece a pagar a maior parte da dívida renegociada apenas a partir de 2031, o que dará fôlego para a reestruturação operacional e o reequilíbrio do balanço.
As ações do GPA chegaram a subir 11,03% após a divulgação do plano, mas fecharam em queda de 2,57%. O JPMorgan avalia que o acordo é positivo do ponto de vista operacional, mas destaca que o plano abre espaço para uma diluição relevante dos acionistas.
Detalhes do Plano
O plano oferece duas alternativas aos credores:
- Opção A: prevê a emissão de até R$ 1,5 bilhão em novas debêntures, com remuneração de CDI + 2,5%, carência de dois anos e vencimento em cinco anos. Além disso, inclui uma segunda série de até cerca de R$ 1,1 bilhão em debêntures conversíveis em ações PCAR3.
- Opção B: destinada aos credores que desejam aderir ao plano sem aportar novos recursos. Nesse caso, a empresa oferece uma debênture com taxa de conversão que implica um haircut de 70%, remunerada apenas pelo CDI, com vencimento em 2036 e sem opção de conversão em ações.
Os próximos passos envolvem a homologação judicial do plano, que o tornará obrigatório para todos os credores incluídos. O JPMorgan mantém recomendação underperform para as ações do GPA.
Com as ações negociando a 6,2 vezes o EV/EBITDA estimado para 2026, o mercado aguarda com atenção os desenvolvimentos futuros do GPA. A empresa busca reestruturar sua dívida e melhorar sua situação financeira, mas os investidores devem considerar os riscos e as incertezas envolvidos.
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