Goldman Sachs Aponta Ações Preferidas para Aproveitar a Queda da Bolsa
O Goldman Sachs montou uma carteira de 13 ações brasileiras para comprar em meio à correção recente da Bolsa e apontou outras cinco que tendem a ficar para trás. As escolhas partem de um ambiente incerto, marcado por um Federal Reserve mais duro, pela baixa exposição do Brasil ao tema de inteligência artificial e pelas eleições presidenciais.
A tese central é de reversão à média. O MSCI Brazil, principal índice de ações brasileiras acompanhado por investidores estrangeiros, caiu 17% desde as máximas de abril, e o Goldman vê espaço para recuperação, sobretudo se os juros começarem a normalizar. O juro real dos títulos públicos opera perto das máximas históricas, o que pressiona os setores domésticos e ao mesmo tempo abre margem para valorização caso o cenário melhore.
As ações de compra negociam a 10,1 vezes o lucro projetado para 2026, um desconto de cerca de 7% frente à média dos últimos cinco anos, e a maioria tem gatilhos previstos para os próximos 12 meses. Os analistas destacam duas estatais: na ponta positiva, a Petrobras (PETR4); na negativa, o Banco do Brasil (BBAS3).
As Ações Preferidas para Comprar
- Petrobras (PETR4): reúne valuation baixo, provento gordo e um gatilho político.
- Itaú Unibanco (ITUB4): é a aposta de qualidade entre os incumbentes, com o maior ROE do setor.
- BTG Pactual (BPAC11): a recomendação é pró-cíclica e ligada ao ciclo de juros.
- Nubank (NU): sustenta o bloco de crescimento estrutural da carteira, com expansão de 41% no lucro por ação entre 2025 e 2028.
- Cyrela (CYRE3): entra pelo valuation deprimido, com a ação negociando a cerca de 6 vezes o lucro de 2026.
- Bradsaúde (SAUD3): a escolha defensiva tem um argumento concreto de balanço, com caixa líquido de cerca de R$ 8 bilhões.
- GPS (GGPS3): é vista como consolidadora de um mercado fragmentado de serviços terceirizados.
- Lojas Renner (LREN3): combina histórico de execução acima do varejo de vestuário e retorno total ao acionista estimado entre 11% e 14% em 2026.
- Smartfit (SMFT3): se beneficia de uma proposta de alto valor e baixo preço que protege a demanda.
- Vibra (VBBR3): negocia a um valuation pouco exigente em um contexto competitivo melhor.
- Direcional (DIRR3): surfa o Minha Casa, Minha Vida, com um dos maiores ritmos de crescimento de vendas.
- Rede D’Or (RDOR3): alia crescimento robusto no médio prazo, puxado pela expansão hospitalar.
- Sabesp (SBSP3): aparece entre as preferidas em saneamento, com TIR real estimada de 10%.
As Ações para Vender
- Banco do Brasil (BBAS3): é o principal destaque negativo, com inadimplência acima de 90 dias subindo para 5,0% no primeiro trimestre de 2026.
- CSN (CSNA3): tem fluxo de caixa livre negativo projetado para 2026 e 2027.
- CSN Mineração (CMIN3): é afetada por uma visão estruturalmente baixista para o minério de ferro e por dívidas fora do balanço.
- Engie Brasil (EGIE3): negocia a um valuation considerado exigente, com TIR real de cerca de 9%.
- Telefônica Brasil (VIVT3): tem uma avaliação que já precifica o posicionamento premium, com risco de desaceleração no ritmo de crescimento do fluxo de caixa.
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