Galípolo Reforça Cautela e Serenidade no Banco Central
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou a importância da “cautela” e da “serenidade” na condução da política de juros. Em discurso na Fundação Getulio Vargas (FGV), Galípolo destacou que a cautela é fundamental para entender melhor o cenário econômico e tomar decisões mais seguras.
Segundo Galípolo, a cautela tem permitido ao Banco Central enfrentar os desafios econômicos de forma mais confortável, incluindo o crescimento econômico mais próximo do potencial e uma taxa de câmbio comportada. No entanto, o mercado de trabalho segue apertado e as expectativas de inflação já estavam desancoradas.
A guerra entre os EUA e o Irã afetou a rota traçada pelo Banco Central, com o encarecimento dos combustíveis e a pressão inflacionária. Em janeiro, o Banco Central havia sinalizado que começaria a cortar a Taxa Selic em março, mas a guerra mudou as condições.
- O corte da Taxa Selic foi menor do que o esperado, de 0,25 ponto em vez de 0,5 ponto.
- As projeções para o ciclo de baixa da Taxa Selic foram alteradas, com a Selic prevista para chegar a 12,5% no fim do ano.
- As projeções para o IPCA, o principal índice de inflação, aumentaram para 4,36% em 2026, perto do teto da meta.
Galípolo destacou que a cautela e a serenidade são fundamentais para navegar pelos desafios econômicos e tomar decisões informadas. O Banco Central continua a monitorar a situação e ajustar a política de juros de acordo com as necessidades da economia.
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