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Futuros em queda e petróleo em alta: mercado reage a novas ameaças de Trump sobre Irã

Resumo do Mercado: Futuros em Queda e Petróleo em Alta

O mercado financeiro está reagindo às novas ameaças do presidente Donald Trump sobre o Irã, com os contratos futuros de ações dos Estados Unidos recuando e o petróleo avançando. O presidente Trump voltou a ameaçar atacar a infraestrutura do Irã caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado, o que pode piorar o choque de preços de energia e embaralhar as perspectivas para a economia global.

Os futuros do S&P 500 caíram 0,4% na abertura da segunda-feira, enquanto o Brent subiu cerca de 1% para a faixa de US$ 110 o barril. A guerra no Irã está escurecendo o cenário econômico global, com risco de frear o crescimento e pressionar ainda mais a inflação que já está alta.

Impacto no Mercado

  • O petróleo continua disparando, com o WTI fechando acima de US$ 110 e o Brent encerrando perto de US$ 109.
  • Os Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA) caíram após o dado de emprego de março vir acima do esperado, levando o mercado a reduzir apostas em cortes de juros pelo Fed.
  • A economia americana criou 178 mil vagas no mês passado, acima de todas as projeções da pesquisa da Bloomberg.

A guerra no Irã está mantendo o petróleo só um pouco abaixo dos US$ 120 vistos no mês passado, quando ativos de energia foram atacados e o fechamento de Ormuz provocou o que a Agência Internacional de Energia chamou de maior choque de oferta da história do mercado.

Previsões e Riscos

O jogo de previsões continua complicado para os investidores, com o foco totalmente nas ações militares dos dois lados do Golfo Pérsico e em saber se as travessias de navios por Ormuz podem voltar a melhorar, apesar dos ataques.

O risco de guerra prolongada e o impacto nos ativos são preocupações crescentes, mesmo com EUA e Israel insistindo que seus objetivos centrais estão sendo alcançados.

Trump já recuou outras vezes em suas ameaças de escalada, mas a própria natureza do conflito faz com que uma tentativa de dar uma “última rodada” de ataques agressivos possa sair muito cara para os mercados.

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