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Fundos que aplicam no exterior perdem investidores apesar da queda do dólar no ano

Fundos que Investem no Exterior Perdem Investidores

Embora o dólar mais barato seja um atrativo para investidores aumentarem a alocação no exterior, os fundos que investem em ativos estrangeiros não estão atraindo investidores. De acordo com um estudo da Comdinheiro/Nelógica, esses fundos perderam 5,7 mil investidores desde o fim de dezembro, fazendo o total de alocados cair para 738,1 mil até 14 de maio.

O estudo selecionou 296 fundos que aplicam diretamente pelo menos 30% de seu patrimônio em ativos no exterior e com mais de cem cotistas. Muitos desses fundos são distribuídos em bancos e plataformas e abertos para pessoas físicas e investidores institucionais. No entanto, os novos investidores ainda não chegaram, mas quem ficou aportou mais, com uma captação positiva de R$ 1,7 bilhão, concentrada em grandes fundos.

  • 104 fundos tiveram captação positiva no ano, o equivalente a 35% da amostra.
  • 175 fundos tiveram saída líquida de recursos, e o restante ficou zerado no período.

Isso significa que, mesmo com as recomendações das instituições para aproveitar o momento não só de dólar em baixa, mas de ações americanas em alta, vários fundos perderam cotistas e patrimônio, enquanto uma minoria concentrou a captação neste ano. Os fundos que registraram maiores perdas de investidores e patrimônio foram os de criptoativos, o que provavelmente foi uma reação à queda expressiva do Bitcoin (BTC) do ano passado para cá e aos prejuízos dessas carteiras.

Além disso, há também casos de investidores que saíram de fundos que apresentam ganhos expressivos, como carteiras que investem em papéis de tecnologia nos Estados Unidos e que pegaram a recuperação do setor e os recordes recentes do S&P500. O juro local, de 14,50% ao ano, também reduz o interesse dos investidores por outro tipo de investimento que não seja de renda fixa, especialmente a renda variável.

Uma parte desses investidores pode ter trocado os fundos de gestão ativa por carteiras passivas, ou indexadas, e o crescimento do segmento de carteiras com cotas negociadas em bolsa, os ETFs, e o de recibos de cotas negociadas no exterior, os BDRs de ETF, também pode ter contribuído para a perda de investidores nos fundos que investem no exterior.

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