Ferramenta do Banco Central para Bloquear Abertura de Contas Bancárias
A ferramenta do Banco Central (BC) que permite que pessoas e empresas bloqueiem a abertura de contas bancárias em seus nomes já foi utilizada por 545 mil pessoas até a tarde desta terça-feira (6), segundo a autoridade monetária.
A ferramenta, chamada de BC Protege+, foi criada como resposta ao aumento de fraudes em que golpistas usam dados pessoais para criar contas e contratar serviços financeiros sem autorização da vítima. Ela funciona como uma camada extra contra fraudes de identidade, ao permitir que a própria pessoa declare às instituições financeiras que não quer abrir novas contas nem ser incluída como titular ou representante em contas de terceiros.
Desde que o sistema entrou no ar, instituições financeiras consultaram o BC Protege+ cerca de 33 milhões de vezes antes de permitir aberturas de novos relacionamentos. Desse total, 111 mil tentativas de abertura foram barradas porque os titulares tinham ativado a proteção.
Como o Sistema Funciona
O recurso funciona da seguinte maneira: se o consumidor ativar a proteção, bancos e outras instituições financeiras ficam impedidos de abrir uma conta vinculada ao CPF ou CNPJ informado. A regra vale para conta-corrente, poupança e contas de pagamento pré-pagas — inclusive em instituições onde o cliente já é correntista.
- Para acessar o Protege+, o usuário precisa entrar na área logada do Meu BC, usando uma conta gov.br de nível prata ou ouro.
- A ativação é imediata.
- Depois disso, toda vez que um banco tentar abrir uma nova conta, será obrigado a consultar o sistema antes de concluir o processo.
O sistema também irá mostrar um histórico das consultas feitas por bancos ao CPF ou CNPJ do usuário, o que permite acompanhar tentativas de abertura e verificar se houve ação suspeita.
O Brasil registra uma média de 10 milhões de novos relacionamentos financeiros por mês, segundo o Banco Central — número que inclui abertura de contas, cartões e vínculos diversos. Hoje, o CCS contabiliza entre 1,3 e 1,4 bilhão de relacionamentos ativos, o que significa que o brasileiro mantém, em média, laços com seis a sete instituições financeiras diferentes.
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