Entendendo o Bloqueio do Prêmio do Corinthians
O bloqueio de R$ 35 milhões realizado pela Caixa Econômica Federal sobre a premiação da Copa do Brasil conquistada pelo Corinthians gerou grande discussão entre os torcedores e a diretoria do clube. A premiação total foi de R$ 77 milhões, mas aproximadamente metade foi reservada para pagar a premiação dos jogadores, conhecida como o “bicho”.
A outra parte do prêmio, que seria utilizada para honrar compromissos do clube, foi direcionada a uma “conta reserva”, um fundo estabelecido no acordo com a Caixa. Esse mecanismo visa garantir o pagamento das obrigações do clube caso outras fontes de receita falhem. A conta reserva é alimentada prioritariamente por 50% dos recebíveis de premiações e 30% dos valores brutos de venda ou transferência de atletas.
Requisitos da Conta Reserva
Segundo o contrato, a conta reserva deve acumular recursos equivalentes a quatro parcelas trimestrais de amortização do principal e juros. O valor de cada parcela varia de R$ 20 a R$ 30 milhões, dependendo da taxa de juros, o que significa que a conta deve manter uma quantia entre R$ 80 e R$ 120 milhões. O valor recebido pela conquista da Copa do Brasil integrou a última parcela do ano, com o próximo pagamento agendado para março.
Caso o Corinthians não mantenha o montante mínimo na conta reserva e não ocorra a recomposição em até 90 dias após a notificação, o contrato prevê a configuração de um evento de inadimplemento. Isso autoriza a Caixa a bloquear saldos em outras contas do projeto e até declarar o vencimento antecipado de toda a dívida.
Dívida do Corinthians e Garantias
A dívida total do Corinthians atualmente é de R$ 2,7 bilhões, com aproximadamente R$ 650 milhões se referindo à dívida com a Caixa pelo financiamento da Arena em Itaquera. Foram constituídas garantias que abrangem desde participações acionárias até ativos imobiliários, incluindo a alienação fiduciária da sede social do Corinthians e do imóvel do Parque São Jorge.
As principais garantias incluem:
- Participações acionárias;
- Ativos imobiliários;
- Alienação fiduciária da sede social do Corinthians e do imóvel do Parque São Jorge.
O acordo também prevê que outras decisões institucionais devem passar pelo crivo do banco e detalha a porcentagem a que a estatal tem direito em relação às receitas do clube, incluindo o repasse escalonado da bilheteria do estádio e as receitas de naming rights e direitos de transmissão.
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