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Falta de acordo adia Bolsa a 200 mil e dólar abaixo de R$ 5, mas ativos mostram força

Falta de Acordo Adia Bolsa a 200 Mil e Dólar Abaixo de R$ 5, mas Ativos Mostram Força

O clima defensivo nas bolsas do Ocidente está reverberando sutilmente no Ibovespa nesta segunda-feira. A falta de um acordo de paz entre Estados Unidos e Israel ameaça fechar o Estreito de Ormuz, o que pode afetar a economia global.

A incerteza com a guerra no Oriente Médio impõe cautela nos mercados. O Ibovespa opera em queda moderada, em sintonia com as bolsas norte-americanas. No entanto, o avanço do petróleo acima de US$ 100 por barril estimula as ações ligadas ao setor de óleo, o que ajuda a limitar a queda do principal indicador da B3.

Algumas ações estão mostrando força, como a Petrobras (PETR4), que tem alta de cerca de 1,40%, e a Vale (VALE3), que tem alta de quase 1%. Já as ações de bancos, como o Itaú Unibanco (ITUB4), estão cedendo, com perda de 1,63%.

Agenda Pesada de Indicadores

A agenda pesada de indicadores no Brasil e no exterior desta semana se junta à temporada de balanços trimestrais nos EUA, com resultados de gigantes bancários, como o do Goldman Sachs. Isso pode influenciar os mercados e afetar a economia global.

Os analistas do BB Investimentos apontam que as expectativas em torno de um cessar-fogo seguido de negociações para o fim do conflito no Oriente Médio aqueceram os mercados e fizeram o Ibovespa renovar seu recorde histórico na semana passada.

  • O Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 4,9% em reais e 7,8% em dólares.
  • O dólar se aproximou da marca de R$ 5,00, renovando mínimas em 2 anos.
  • A incerteza em relação à duração da guerra no Oriente Médio somada à piora nas expectativas para a inflação brasileira no boletim Focus reforça a cautela dos agentes na B3.

Os analistas estimam que o fracasso das negociações e o novo avanço do petróleo recrudescem os temores inflacionários mais agudos, o que deve manter a condução cautelosa da política monetária pelos principais bancos centrais.

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