Decisão sobre a “taxa das blusinhas” e a participação dos Estados
O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, discutiu recentemente a cobrança de impostos sobre encomendas internacionais abaixo de US$ 50. Ele destacou que a decisão sobre a cobrança desses impostos tem uma participação direta dos Estados, citando o ICMS, imposto estadual com alíquota de 17%, exceto nos entes federativos que o majoraram para 20%.
A cobrança de 20% de imposto de importação sobre as compras internacionais de pequeno valor foi aprovada por ampla maioria no Congresso Nacional em 2024, um tema que ficou conhecido como “taxa das blusinhas”. No entanto, Haddad argumentou que houve um “grave problema de desinformação” sobre o tema, inclusive dentro do seu próprio campo político.
Posição do governo e do varejo nacional
O varejo nacional argumentava que a falta de cobrança de impostos sobre produtos estrangeiros mais baratos representava uma ameaça ao setor, além de sonegação de impostos. Haddad, por outro lado, destacou que 100% dos partidos do Congresso aprovaram a cobrança de 20% de imposto de importação de forma unânime, e que o presidente Lula sancionou a proposta, apesar de não ter sido uma decisão que ele próprio tenha tomado.
Em crítica ao governador Tarcísio de Freitas, Haddad ressaltou que o estado de São Paulo cobra ICMS nas remessas internacionais, sem que haja manifestação contrária da direita. Ele questionou se estava arrependido de uma decisão que não tomou, reconhecendo que a concorrência para o varejo nacional estava “descalibrada”.
- A cobrança de impostos sobre encomendas internacionais abaixo de US$ 50 tem uma participação direta dos Estados.
- A decisão sobre a cobrança desses impostos foi aprovada por ampla maioria no Congresso Nacional em 2024.
- O varejo nacional argumenta que a falta de cobrança de impostos sobre produtos estrangeiros mais baratos representa uma ameaça ao setor.
Em resumo, a decisão sobre a “taxa das blusinhas” envolve uma complexa interação entre os interesses do varejo nacional, a política fiscal dos Estados e a posição do governo federal. A cobrança de impostos sobre encomendas internacionais é um tema que requer uma compreensão clara das dinâmicas econômicas e políticas em jogo.
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