Empresas ainda promovem profissionais errados para liderar, indica estudo global
Um estudo global da Hogan Assessments, consultoria especializada em avaliação de liderança, com mais de 30 mil profissionais em 25 países, mostra que muitas organizações ainda seguem promovendo competências técnicas, quando equipes valorizam estabilidade emocional, comunicação e capacidade de desenvolver pessoas.
No Brasil, o levantamento aponta que 72% dos profissionais consideram a comunicação cuidadosa uma característica essencial em líderes. Em seguida aparecem aprendizado contínuo (69%), colaboração e senso de pertencimento (61%) e decisões baseadas em dados (57%).
Os funcionários rejeitam traços considerados tóxicos no ambiente de trabalho, como instabilidade emocional em chefes (84%), arrogância (72%) e comportamentos passivo-agressivos (69%).
Esses dados ajudam a explicar por que tantas empresas enfrentam problemas persistentes de clima organizacional, rotatividade e engajamento mesmo após investimentos em tecnologia, benefícios e cultura corporativa.
O que as equipes rejeitam
- Instabilidade emocional em chefes (84%)
- Arrogância (72%)
- Comportamentos passivo-agressivos (69%)
A dificuldade de encontrar bons líderes também aparece em outro levantamento recente. Pesquisa da Robert Half mostra que 78% dos executivos temem a falta de sucessores preparados para sustentar os negócios nos próximos anos.
Formar chefes deixou de ser apenas questão de hierarquia. Virou tema estratégico. Liderar ficou mais difícil, com equipes híbridas, integração entre áreas, decisões mais rápidas e profissionais com expectativas mais altas.
Quando a liderança falha, o custo não aparece apenas nos indicadores de desempenho. Ele chega às pessoas. Levantamento da Gupy, empresa de tecnologia para recursos humanos, mostrou que o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais em 2025.
Empresas precisam de líderes capazes de desenvolver talentos, integrar áreas, usar dados com critério e manter equipes mobilizadas em cenários incertos. O profissional brilhante sozinho continua valioso. Mas isso não significa que esteja pronto para liderar outros.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link