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Dólar fecha a R$ 5,16 no semestre: o que esperar até o fim de 2026?

O Desempenho do Dólar no Primeiro Semestre de 2026

O dólar encerrou o mês de junho cotado a R$ 5,16, com uma queda de 5,95% nos primeiros seis meses de 2026. Esse semestre foi marcado por duas dinâmicas distintas: a valorização da moeda brasileira entre janeiro e março, impulsionada pelo cenário favorável para as commodities, e a fase iniciada em março, quando a escalada das tensões elevou a aversão ao risco global.

Os analistas destacam que o diferencial de juros entre Brasil e EUA, somado a um tom visto como mais hawkish do Federal Reserve, contribuiu para que o mês de junho fosse marcado por alta de 2,7% em relação ao real. Além disso, a valorização das commodities, especialmente o petróleo, melhorou os termos de troca do Brasil, beneficiando a moeda brasileira.

O que Esperar do Dólar até o Fim de 2026?

Para os analistas, a reversão de tendência observada em junho deve se manter, e há riscos capazes de reduzir parte da valorização acumulada pelo real ao longo de 2026. Embora a tendência de enfraquecimento global do dólar ainda possa persistir em alguma medida, o ambiente de maior volatilidade nos mercados e a perspectiva de juros americanos elevados tendem a fortalecer a moeda norte-americana frente às divisas emergentes.

Os fatores domésticos também seguirão no radar dos investidores, especialmente com a aproximação das eleições. As dificuldades fiscais do Brasil e a crescente incerteza em torno do processo eleitoral podem reduzir o fluxo de capital estrangeiro para o país, enfraquecendo o real.

Projeções para o Câmbio

A projeção da Nomad é de que o câmbio retorne gradualmente aos níveis observados no fim de 2025, encerrando 2026 em torno de R$ 5,40 por dólar. No entanto, os analistas também veem potencial para algum alívio mais adiante, caso o dólar perca força de maneira mais consistente no mercado internacional.

  • A valorização da moeda brasileira entre janeiro e março foi impulsionada pelo cenário favorável para as commodities.
  • A escalada das tensões elevou a aversão ao risco global e levou investidores a buscar proteção na moeda norte-americana.
  • O diferencial de juros entre Brasil e EUA e o tom hawkish do Federal Reserve contribuíram para a alta do dólar em junho.

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