Dólar cai para R$ 5,01, e bolsa renova recorde com ajuda do exterior
O dólar voltou a cair e se aproximou do patamar de R$ 5, no menor nível em mais de dois anos. A bolsa brasileira renovou recordes nesta sexta-feira, em um dia de maior apetite por risco no mercado global.
A moeda americana encerrou o dia em forte queda, ao mesmo tempo em que o Ibovespa registrou o nono pregão consecutivo de alta. A bolsa aproximou-se dos 200 mil pontos pela primeira vez, impulsionada pela entrada de capital estrangeiro e pelo otimismo com o cenário internacional.
Os principais fatores que contribuíram para a queda do dólar incluem:
- O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos
- O bom desempenho das exportações de commodities
- O alívio geopolítico, que reduz a busca global por ativos considerados mais seguros, como o dólar
Além disso, o IPCA de março acima das projeções reforçou a expectativa de manutenção de juros elevados no Brasil, o que aumenta a atratividade do real para investidores estrangeiros.
O Ibovespa avançou 1,12% e fechou aos 197.324 pontos, novo recorde histórico. Na máxima do dia, o índice chegou a superar os 197,5 mil pontos, se aproximando da marca simbólica dos 200 mil.
O fluxo de capital estrangeiro em 2026 tem sido o principal motor do movimento, com entrada líquida de US$ 29,3 bilhões em investimentos em carteira no acumulado de 12 meses até fevereiro, conforme os dados do Banco Central.
No mercado internacional, o petróleo apresentou leve queda, com investidores monitorando negociações diplomáticas relacionadas ao Oriente Médio.
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