Dívida Pública sobe 2,61% em junho e supera R$ 9,2 trilhões
A Dívida Pública Federal (DPF) aumentou em junho e ultrapassou a marca de R$ 9,2 trilhões, de acordo com os números divulgados pelo Tesouro Nacional. A alta de 2,66% em relação a maio foi impulsionada pela emissão de títulos vinculados à Taxa Selic, que são os juros básicos da economia.
Em maio, a DPF havia superado a barreira de R$ 9 trilhões. No entanto, apesar do aumento, a dívida pública está abaixo do previsto pelo Plano Anual de Financiamento (PAF), que estima que o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.
A Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi) também apresentou aumento, passando de R$ 8,962 trilhões em maio para R$ 8,921 trilhões em junho, uma alta de 2,72%. A emissão de títulos da DPMFi foi superior aos resgates, com o Tesouro Nacional emitindo R$ 143,35 bilhões em títulos a mais do que resgatou.
Os principais fatores que contribuíram para o aumento da DPF incluem a apropriação de juros e a emissão de títulos vinculados à Selic. A Taxa Selic, que é definida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central, está em 14,25% ao ano, o que pressiona o endividamento do governo.
Em relação à composição da DPF, os títulos vinculados à Selic representam 49,32% do total, seguidos pelos títulos corrigidos pela inflação (25,9%), títulos prefixados (21,04%) e títulos vinculados ao câmbio (3,74%).
O prazo médio da DPF caiu de 4,07 para 4,01 anos, o que indica uma menor confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.
Os detentores da Dívida Pública Federal interna incluem instituições financeiras (31,76%), fundos de pensão (22,52%), fundos de investimentos (22%) e não-residentes (estrangeiros) (9,95%).
- A Dívida Pública Federal (DPF) aumentou 2,66% em junho e ultrapassou R$ 9,2 trilhões.
- A DPF está abaixo do previsto pelo Plano Anual de Financiamento (PAF).
- A emissão de títulos vinculados à Selic foi o principal fator que contribuiu para o aumento da DPF.
- O prazo médio da DPF caiu de 4,07 para 4,01 anos.
- Os detentores da Dívida Pública Federal interna incluem instituições financeiras, fundos de pensão, fundos de investimentos e não-residentes.
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