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Delegados estão ‘mais confortáveis’ com condução de Mendonça no caso Master, diz ADPF

Delegados da Polícia Federal se Sentem mais Confortáveis com a Condução de André Mendonça no Caso Master

O diretor da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Edvandir Felix de Paiva, afirmou que os investigadores da PF do inquérito sobre o Banco Master estão “mais confortáveis” com a condução do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Isso ocorre após o relator anterior, ministro Dias Toffoli, ter tomado decisões consideradas “atípicas” que estavam prejudicando o andamento das apurações.

Entre as decisões questionadas por Paiva estão as ordens de Toffoli para realizar uma acareação dos investigados antes da colheita dos depoimentos, com perguntas definidas pelo ministro, a lacração de celulares apreendidos e a escolha de peritos para analisar o material. Essas medidas foram vistas como prejudiciais ao bom andamento da investigação e às prerrogativas da delegada responsável pelo caso.

Criticas ao Projeto de Lei Antifacção

Além disso, Paiva também criticou o resultado do projeto de lei antifacção, aprovado recentemente pela Câmara. O texto retira recursos da PF e reparte os valores arrecadados com Estados e municípios, o que, segundo ele, não resolve o problema da facção. “Só aumento de pena não resolve o problema”, afirmou Paiva. “Se você não tiver condições de descobrir o crime, vai aplicar a pena em quem?”, questionou.

Ele destacou que o projeto não aprimora os recursos da PF, o que é essencial para combater a facção de forma eficaz. Além disso, a retirada de artigos acrescentados no Senado que haviam sido solicitados pela PF para fortalecer as investigações, como as regras para infiltração de policiais em organizações criminosas e para produção de provas, foi vista como um retrocesso.

Entre as principais críticas ao projeto de lei antifacção estão:

  • Falta de recursos para a PF;
  • Retirada de artigos que fortaleciam as investigações;
  • Foco apenas no aumento de penas, sem considerar a necessidade de melhorar a capacidade de investigação.

Paiva espera que o ministro Mendonça aplique o direito de forma justa e não tome decisões atípicas que prejudiquem a investigação. Ele também destaca a importância de melhorar os recursos da PF para combater a facção de forma eficaz.

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