Delegados da PF Expressam Preocupação com Inquérito sobre Master
Delegados da Polícia Federal (PF) expressaram preocupação com o andamento do inquérito sobre o caso Master, apontando um cenário “manifestamente atípico” na investigação. Segundo a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, há indícios de que as prerrogativas da classe estão sendo “indevidamente mitigadas”.
A nota divulgada pela associação destaca que a investigação, sob relatoria do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, apresenta procedimentos que se dão “à margem do planejamento investigativo estabelecido pela autoridade policial”. Isso inclui acareações e prazos exíguos para buscas e apreensões, além da escolha nominal de peritos para a realização de exames nos objetos apreendidos.
Principais Pontos de Preocupação
- Determinações sobre o encaminhamento de materiais para “outros órgãos” sem seguir o protocolo estabelecido;
- Escolha nominal de peritos para a realização de exames nos objetos apreendidos, o que não é comum na prática da PF;
- Prazos exíguos para buscas e apreensões, o que pode comprometer a eficácia da investigação.
Os delegados sustentam que essas determinações representam uma “afronta às prerrogativas legalmente conferidas” à classe para a condução técnica, imparcial e eficiente da investigação criminal. Além disso, o cenário compromete a “adequada e completa elucidação dos fatos em apuração”.
A nota também ressalta a importância da atuação conjunta da PF e do STF em investigações anteriores, com a produção de resultados eficazes. Os delegados defendem a autonomia da PF na condução das investigações, assentadas em “protocolos técnicos consagrados” e destacam o papel do banco central na regulamentação do sistema financeiro.
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