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Defesa de Vorcaro nega ao STF ter contratado influenciadores para atacar BC

Defesa de Vorcaro Negou Contratação de Influenciadores para Atacar o Banco Central

A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, apresentou uma petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) negando qualquer envolvimento na contratação de influenciadores para atacar o Banco Central (BC). Os advogados de Vorcaro afirmaram que ele “nega veementemente qualquer envolvimento ou conhecimento sobre qualquer prática de difamação ou disseminação de fake news em face do Banco Central”.

Essa negação surge após a revelação de contratos oferecidos a influenciadores para lançar suspeitas nas redes sociais sobre o processo de liquidação do Banco Master pelo BC. Esses contratos, conhecidos como o “projeto DV”, chegavam a R$ 2 milhões e previam cláusulas de sigilo absoluto para evitar o vazamento e manter a aparência de movimento orgânico contra o órgão regulador.

Documentos, prints de trocas de mensagens e de depósitos bancários mostram que, para um dos influenciadores com mais de 1 milhão de seguidores, a remuneração oferecida foi de R$ 2 milhões por três meses de trabalho, com a contrapartida de oito postagens mensais. Em outro caso, de um perfil com menos de 500 mil seguidores, o valor foi de R$ 250 mil por três meses de trabalho e a mesma quantidade de posts.

Pedido de Inquérito e Conciliação

Ao STF, a defesa de Vorcaro também solicitou a abertura de um inquérito para apurar “crimes contra a honra” relacionados ao caso Master. Além disso, a defesa solicitou a realização de um processo de conciliação entre o Master, o BC, o Ministério Público Federal (MPF), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Fictor Holding, que tentou comprar o banco, para discutir os termos da liquidação do Master, determinada em novembro pelo BC.

Esses pedidos demonstram a complexidade do caso e a busca por uma resolução que atenda aos interesses de todas as partes envolvidas. A situação do Banco Master e sua liquidação pelo Banco Central continuam a ser objeto de discussão e investigação, com a defesa de Vorcaro negando qualquer envolvimento em práticas de difamação ou disseminação de notícias falsas.

  • Defesa de Vorcaro nega contratação de influenciadores para atacar o Banco Central.
  • Contratos oferecidos a influenciadores chegavam a R$ 2 milhões com cláusulas de sigilo absoluto.
  • Pedido de inquérito para apurar “crimes contra a honra” relacionados ao caso Master.
  • Pedido de conciliação para discutir os termos da liquidação do Banco Master.

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