Defesa de Daniel Vorcaro pede inquérito para apurar vazamento de mensagens
A defesa de Daniel Vorcaro, banqueiro preso pela primeira vez em 17 de novembro, pediu a abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar o vazamento de mensagens que teriam sido trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
As mensagens, obtidas durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, incluem conversas sobre negociações de venda do Banco Master e a possibilidade de um vazamento de informações. A defesa de Vorcaro afirma que as mensagens foram divulgadas por veículos de imprensa sem que a própria defesa tivesse acesso ao conteúdo do material.
Os advogados de Vorcaro destacam que as conversas íntimas e pessoais, que expõem terceiros não envolvidos com os fatos, têm sido divulgadas para os mais diversos órgãos de comunicação. Eles enfatizam que não têm o intuito de investigar jornalistas ou terceiros que tenham recebido o material, mas sim apurar quem, tendo o dever legal de custodiar o material sigiloso, pode ter violado esse dever.
Motivos do pedido de inquérito
- Apurar a origem dos vazamentos de mensagens sigilosas
- Identificar as pessoas que tiveram acesso ao conteúdo dos aparelhos apreendidos
- Verificar se houve violação do dever legal de custodiar o material sigiloso
A defesa de Vorcaro ressalta que a imprensa é protegida pelo direito ao sigilo da fonte e que os jornalistas não podem ser responsabilizados pela divulgação de material sigiloso, desde que a publicação atenda a critérios como o de interesse público.
O caso está sob investigação e o STF ainda não se pronunciou sobre o pedido de inquérito.
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