Estabilidade Financeira em Risco: O Caso da USD1
A stablecoin USD1, uma moeda digital atrelada ao dólar, sofreu uma queda breve abaixo do valor de US$ 1 na segunda-feira (23), mas conseguiu recuperar a paridade após o incidente. A equipe por trás do token afirmou que o episódio foi resultado de um “ataque coordenado” contra o protocolo.
Stablecoins, como a USD1, são projetadas para manter um valor estável em relação ao dólar, e qualquer desvio significativo pode afetar a confiança dos investidores. Nesse caso, a USD1 chegou a ser negociada a US$ 0,994, cerca de 0,6% abaixo do valor esperado, antes de retornar próximo da paridade de US$ 1.
Ataque Coordenado e Medidas de Contenção
Os desenvolvedores da USD1 afirmaram que contas de cofundadores foram comprometidas, influenciadores foram pagos para espalhar medo, incerteza e dúvida no mercado, e grandes posições vendidas foram abertas contra o token WLFI (outro ativo ligado ao projeto) para gerar pânico e lucrar com a queda de preço.
No entanto, a equipe creditou o mecanismo de resgate da stablecoin, que permite aos detentores trocar diretamente suas moedas por dólares, por ajudar a manter a confiança e limitar a intensidade da desvalorização.
- A USD1 é emitida em parceria com o custodiante cripto BitGo.
- A stablecoin ainda está muito atrás de concorrentes como USDT e USDC.
- A capitalização de mercado da USD1 é de aproximadamente US$ 5 bilhões.
O Tesouro dos EUA tem demonstrado interesse no potencial das stablecoins como meio de aumentar a demanda por títulos americanos, ajudando a aliviar a curva de juros. Um estudo do banco Standard Chartered estima que emissores de stablecoins comprem até US$ 1 trilhão de T-Bills até 2028, caso a expansão desse mercado continue.
A World Liberty, empresa por trás da USD1, tem conexões interessantes, incluindo investimentos secretos da realeza de Abu Dhabi antes mesmo da posse de Trump.
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