Recomendação de Venda para a CPFL
O Morgan Stanley rebaixou a recomendação de compra da CPFL (CPFE3) de “equal-weight” para “underweight”, citando uma relação risco-retorno pouco atrativa, catalisadores positivos limitados no curto prazo e dividendos menos atraentes. Isso ocorre após a ação da companhia elétrica acumular uma alta de cerca de 75% nos últimos 12 meses, superando o Ibovespa e o Índice de Energia Elétrica.
A justificativa para essa mudança inclui a avaliação de que o forte desempenho da CPFL nos últimos tempos decorreu de fatores como o valuation atrativo há um ano, perspectiva de dividendos superior à dos pares em 2025, desfechos positivos em ativos contingentes e perfil defensivo em um cenário macroeconômico volátil. No entanto, o banco considera que esses fatores já estão precificados no valor atual da ação.
Valuation Poco Atrativo e Catalisadores Limitados
O Morgan Stanley destaca que o potencial de queda da ação é de 13% em relação ao novo preço-alvo de R$ 48 por ação, e que a taxa interna de retorno (TIR) real do capital próprio da CPFL é uma das menores entre as empresas cobertas, em 7,4% reais. Além disso, o perfil risco-retorno é considerado desfavorável, com uma relação bull/bear de cerca de 0,5 vezes, frente à média de 1,0 vezes dos pares.
Os catalisadores potencialmente favoráveis no curto prazo, como autonegociação, ressarcimento por cortes de geração e ganhos relacionados ao desconto em valores a pagar de concessões, já estão contemplados no cenário base do banco. Portanto, os efeitos positivos parecem amplamente precificados no valuation atual.
Dividendos Menos Atraentes e Alternativas Melhores
O Morgan Stanley também destaca que a CPFL deixou de oferecer o maior dividend yield do universo de cobertura. Enquanto concorrentes reforçaram suas políticas de remuneração ao acionista, o retorno da CPFL caiu de níveis elevados para patamares médios de um dígito após a valorização da ação.
Em um ambiente de turbulência macroeconômica, o banco vê alternativas com melhor risco-retorno, especialmente a Copel (CPLE3), que oferece TIR real de 10,4% e dividend yield médio de cerca de 11% em 2026-27.
Em resumo, a recomendação de venda para a CPFL se baseia em uma avaliação pouco atrativa do valuation, catalisadores limitados no curto prazo e dividendos menos atraentes. O Morgan Stanley considera que existem alternativas mais atraentes no mercado, como a Copel, que oferecem melhor risco-retorno.
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