Corte da Selic: Impacto nos Investimentos
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou um corte de 0,25 ponto porcentual da taxa básica de juros, a Selic, para 14,25% ao ano. Esse corte traz mudanças nos investimentos, especialmente na renda fixa e variável.
Na renda fixa, o pós-fixado é considerado a melhor opção devido ao seu baixo risco e retornos altos. De acordo com Marcelo Freller, estrategista de investimentos do C6 Bank, o pós-fixado é mais atrativo do que o pré-fixado, que tem mais volatilidade. Além disso, o cenário pré-eleitoral e o ambiente geopolítico cheio de risco tornam o pré-fixado menos atraente.
Diversificação na Renda Fixa
Os especialistas ouvidos pelo Broadcast destacam a importância da diversificação na renda fixa. Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital, lembra que o corte da Selic já era esperado e precificado pelo mercado, trazendo um impacto marginal para os títulos pós-fixados. No entanto, o tom e a sinalização do Banco Central são fundamentais para as próximas reuniões.
Além disso, o corte da Selic será benéfico para os títulos indexados à inflação+ (Tesouro IPCA+), na visão de Rodrigo Moliterno, da área de renda variável da Veedha Investimentos. Esses títulos têm uma fração de inflação mais juros fixo, o que os torna mais atraentes.
Atratividade na Bolsa
Ian Lopes, economista da Valor Investimentos, afirma que o momento ainda é de cautela para o mercado de renda variável, devido ao cenário de expectativa de inflação desenquadrada. No entanto, o corte da Selic é benéfico para os ativos de renda variável, pois todo corte de juros tem um porcentual benéfico e acaba beneficiando os ativos de Bolsa.
Além disso, Moliterno destaca que na renda variável, o corte da Selic tem um impacto maior, pois quando se faz o valuation de uma empresa e se traz a empresa a valor presente, ao descontar os juros menores, o valor presente da ação tende a ser mais alto.
Em resumo, o corte da Selic traz atratividade aos pós-fixados e melhora na renda variável. Os investidores devem considerar a diversificação na renda fixa e a atratividade na Bolsa, além de manter uma carteira bem diversificada para minimizar os riscos.
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