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Copom? Mercado deve seguir de olho em conflito no Oriente Médio, para além de juros

Decisão do Copom e o Impacto do Conflito no Oriente Médio

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu realizar um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, levando a Selic para 14,75% ao ano. No entanto, especialistas apontam que o impacto dessa decisão pode ser menor do que os desdobramentos do conflito entre EUA, Israel e Irã, que já envolve outros países do Oriente Médio.

A escalada do conflito no Oriente Médio foi um fator central no comunicado do Copom, e economistas e analistas de mercado acreditam que a decisão poderia ter sido mais agressiva se não fosse pela guerra em curso. O comunicado do Copom trouxe um tom de cautela em relação às perspectivas futuras e não ofereceu sinalização direta sobre os próximos passos, adotando uma postura data-dependent em função dos conflitos no Oriente Médio.

  • O economista Rafael Rondinelli, da MAG Investimentos, afirma que o comunicado destacou que os riscos inflacionários “se intensificaram” com o conflito.
  • Carlos Lopes, economista do Banco BV, acredita que o contexto permitia um corte de 0,50 ponto percentual, mas a alteração do cenário se deu pelo conflito entre EUA e Irã.
  • Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, aponta que a reação dos mercados pode ser mais influenciada pelo tom mais duro apresentado pelo Federal Open Market Comittee (FOMC) do que pelo viés mais conservador do Copom.

Os especialistas concordam que o mercado deve seguir de olho no conflito no Oriente Médio, que pode ter um impacto maior nos mercados do que a decisão do Copom. Além disso, a incerteza externa e a volatilidade do câmbio podem limitar os movimentos positivos do mercado no curto prazo.

No entanto, a sinalização principal do Copom é que o ciclo de queda deve continuar, mas de maneira gradual, sem espaço para cortes agressivos no curto prazo. O impacto imediato tende a ser positivo para a bolsa brasileira e de leve queda nas taxas futuras de juros, mas fatores como a alta do petróleo e o cenário internacional podem limitar esse movimento.

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