Crise de Liquidez na Fictor
A Fictor, um grupo de investimentos, entrou com um pedido de recuperação judicial no dia 1º de fevereiro, devido a uma crise de liquidez que se iniciou após o anúncio de uma proposta de compra do Banco Master. Segundo o advogado Carlos Deneszczuk, que coordena o processo de recuperação judicial, os clientes do grupo sacaram 70% dos recursos investidos, cerca de R$ 2 bilhões, após a liquidação do Banco Master.
A crise de confiança afetou os pagamentos de dividendos aos sócios das Sociedades em Conta de Participação (SCP), que eram montadas pela Fictor para investir em negócios e empresas. O advogado afirmou que a ideia da empresa é não prejudicar os credores e que até novembro, não havia ocorrido nenhum problema de pagamentos.
Pedido de Recuperação Judicial
O pedido de recuperação judicial foi protocolado para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest, com um valor total da dívida de mais de R$ 4 bilhões. A empresa informou que pretende pagar as dívidas sem descontos e que a proposta deve incluir um limite de até cinco anos para os reembolsos.
Além disso, a Fictor também enfrenta um bloqueio cautelar de R$ 150 milhões, determinado pela desembargadora Maria Lúcia Pizzotti, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), para preservar uma garantia em dinheiro prevista em contrato de uma operação de cartões de crédito empresariais.
Consequências da Crise
A crise de liquidez na Fictor também afetou a área de pagamentos, criada em 2024 com a Fictor Pay. O cartão de crédito com a bandeira American Express, voltado para pessoas jurídicas, chegou a movimentar R$ 200 milhões por mês. No entanto, o plano de ter um cartão para pessoa física foi afetado pela crise.
A Fictor Pay opera em nove Estados, com 500 clientes, e já movimentou em seus terminais R$ 2,2 bilhões. A empresa precisa agora reestruturar suas operações e pagar as dívidas para evitar uma crise maior.
- O pedido de recuperação judicial foi protocolado para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest.
- A dívida total é de mais de R$ 4 bilhões.
- A empresa pretende pagar as dívidas sem descontos.
- A proposta inclui um limite de até cinco anos para os reembolsos.
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