Chips de Memória em Queda, mas Dahlia Mantém Aposta na IA
O setor de tecnologia está passando por um período de grande tensão, com os preços das ações de fabricantes de chips de memória caindo drasticamente. Em apenas três semanas, essas ações despencaram entre 40% e 50%, um movimento considerado brutal e rápido. Isso ocorre enquanto o índice S&P 500 continua a renovar recordes, indicando um cenário de forte correção no mercado de semicondutores.
A Micron, por exemplo, recuou cerca de 25%, enquanto outros nomes do setor perderam metade do valor, alimentando o medo de um topo de ciclo. Essa situação foi discutida no programa Stock Pickers, com a participação de José Rocha, diretor de investimentos da Dahlia Capital, e Murilo Freiberger, gestor da Dahlia Capital, que resumiu a tensão do período afirmando ter “envelhecido uns três anos nessas semanas”.
Estratégia de Investimento
A estratégia central da Dahlia Capital era investir nos “vendedores de picaretas” da corrida da IA, incluindo empresas como NVIDIA, Broadcom e TSMC, além de investir em memórias. No início do ano, o preço da memória subiu significativamente, impulsionando gigantes como Micron, Samsung e SK Hynix. No entanto, recentemente, o jogo virou, com os papéis de memória despencando, enquanto as empresas de nuvem, como Amazon, Microsoft, Google e Oracle, voltaram a ganhar fôlego no mercado.
Um exemplo disso é a Meta, que saltou 10% em um único dia, evidenciando uma rotação agressiva de capital dentro do próprio setor tech. O grande receio atual é o chamado “pico de gastos”, com o mercado questionando se o retorno sobre os investimentos em IA virá no prazo esperado. Além disso, a pressão da Apple por preços menores e o avanço de modelos chineses de código aberto, que são baratos e eficientes, também são fatores que influenciam o mercado.
- Queda nos preços das ações de fabricantes de chips de memória: até 50% em três semanas.
- Estratégia da Dahlia Capital: investir nos “vendedores de picaretas” da corrida da IA.
- Volatilidade no mercado: alta volatilidade emocional dos investidores, apesar dos lucros das empresas do S&P 500 crescerem acima de 20% ao ano.
Apesar do pessimismo nos preços, os lucros das empresas do S&P 500 crescem acima de 20% ao ano, superando as projeções. Isso revela um paradoxo entre a performance real e a volatilidade emocional dos investidores. Conforme concluiu Murilo Freiberger, “quando você abre o capô, vê que teve uma volatilidade muito, muito alta”, resumindo o semestre desafiador que o setor de tecnologia está enfrentando.
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