Cenário que Sustenta Ânimo com Bolsa Brasileira
O movimento dos investidores estrangeiros continua sendo o principal termômetro da Bolsa brasileira, segundo relatório da Ágora Investimentos. A narrativa que sustentava o otimismo com ativos locais não mudou, apenas perdeu força. Desde o início dos conflitos no Oriente Médio, o saldo estrangeiro na B3 permanece positivo, somando R$ 8,01 bilhões.
A percepção entre gestores internacionais segue relativamente construtiva, com o Brasil aparecendo como duplo beneficiário em um cenário marcado por petróleo mais caro e expectativa de queda de juros. No entanto, a dúvida recai sobre o impacto da pressão inflacionária, especialmente em alimentos, e sobre o limite da flexibilização monetária diante da volatilidade global.
Posicionamento dos Estrangeiros
O posicionamento dos estrangeiros permanece concentrado em:
- Bancos
- Commodities específicas, com Petrobras vista como “posição fundamental”
- Ações defensivas domésticas
Há, contudo, espaço para ampliar risco em segmentos como construtoras, shoppings, utilities e ações de crescimento, com Nubank preferido em relação ao Mercado Livre.
Comportamento do Investidor Local
Para o investidor local, o comportamento é oposto: os fundos domésticos ampliaram a posição em caixa e já venderam R$ 6,4 bilhões desde o início da guerra. A cautela reflete receios com a alta do petróleo, impacto na inflação e possível interrupção do ciclo de cortes da Selic, além de preocupações fiscais reacendidas.
Apesar da cautela no curto prazo, a Ágora avalia que choques geopolíticos tendem a ser absorvidos pelos mercados, abrindo espaço para ajustes de preços. A corretora afirma ver a fraqueza recente como oportunidade para quem busca aumentar exposição em renda variável.
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