Caso Marielle: Desenvolvimentos Recentes
O caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes continua a evoluir com novas denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal (MPF). Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio, foi denunciado pela segunda vez, agora por integrar uma associação criminosa e obstruir a apuração do duplo homicídio.
Além de Rivaldo, o MPF também denunciou o delegado Giniton Lages e o comissário de polícia Marco Antonio Pinto Barros. Os três são acusados de associação criminosa e obstrução de justiça na apuração do duplo homicídio e da tentativa de homicídio da assessora da parlamentar, Fernanda Chaves.
Contexto da Denúncia
A denúncia apresentada pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, destaca que os denunciados formaram uma associação criminosa no estado do Rio de Janeiro para garantir a impunidade de homicídios praticados por organizações criminosas, por meio da obstrução das investigações.
Segundo o MPF, o grupo mantinha controle direto ou indireto sobre apurações relacionadas a crimes praticados por milicianos ou contraventores, especialmente em disputas por domínio territorial ou pelo gerenciamento de segmentos do mercado ilícito.
Práticas da Associação Criminosa
A denúncia afirma que a organização atuava de forma padronizada, com práticas como:
- Desaparecimento e ocultação de provas
- Avocação de inquéritos conduzidos por delegados que não integravam o grupo
- Ausência de preservação de elementos probatórios
- Incriminação de terceiros sabidamente inocentes
- Utilização de testemunhos falsos
- Realização de diligências inócuas
Essas práticas visavam garantir a impunidade dos autores de crimes e perpetuar a atuação da organização criminosa.
O caso do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes completa oito anos no próximo mês, e o julgamento dos denunciados está previsto para começar após o carnaval.
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