Caos com AZUL54: Análise de um Estrategista
As ações da Azul (AZUL54) sofreram um tombo expressivo de 90,20% e fecharam a R$ 25 na véspera, devido a um aumento de capital de R$ 7,44 bilhões que resultou em forte diluição dos acionistas. No entanto, na sessão seguinte, as ações abriram em alta expressiva, avançando 100% para R$ 50.
Para dimensionar a magnitude da perda, o papel precisaria se valorizar cerca de 920% apenas para voltar ao patamar de fechamento de quarta-feira, de R$ 255. A oferta de ações teve como objetivo viabilizar a capitalização obrigatória das dívidas financeiras da Azul, por meio da conversão de títulos emitidos no exterior em ações.
Análise do Estrategista
O estrategista de ações da NMS Research, Reydson Matos, avalia o processo de subscrição da Azul como um “caos previsível”. Segundo ele, a forte queda representou destruição imediata de valor para quem entrou na oferta sem estratégia clara. Matos destaca que o movimento já era esperado diante da estrutura da operação.
Ele aponta que houve um erro clássico de “psicologia financeira”: investidores já prejudicados nas ações antigas optaram por subscrever para evitar a realização de prejuízos, transformando a decisão em uma aposta que culminou em uma queda próxima de 90% em um único dia.
Para quem permaneceu posicionado, Reydson aponta o bônus de subscrição como a única alternativa racional no curto prazo, por permitir redução agressiva do preço médio e melhorar a assimetria risco-retorno, ainda que sem garantia de recuperação.
Ele reforça que a subscrição só faria sentido para quem acredita na recuperação da Azul no longo prazo, em um horizonte de vários anos.
- Ações da Azul (AZUL54) sofreram um tombo expressivo de 90,20%;
- A oferta de ações teve como objetivo viabilizar a capitalização obrigatória das dívidas financeiras da Azul;
- O estrategista Reydson Matos avalia o processo de subscrição da Azul como um “caos previsível”;
- A subscrição só faria sentido para quem acredita na recuperação da Azul no longo prazo.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link