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O Banco de Brasília (BRB) Anuncia Mudanças em seu Processo de Aumento de Capital

O Banco de Brasília (BRB) anunciou mudanças em seu processo de aumento de capital, permitindo agora aportes parciais de recursos. Essa mudança permite que os recursos aportados passem a produzir efeitos no capital do banco de forma gradual, sem prejuízo das etapas remanescentes.

Anteriormente, a instituição precisava esperar que todo o processo de captação de dinheiro terminasse para receber o carimbo de aprovação final do banco central. Com essa mudança, o BRB poderá realizar homologações intermediárias de recursos internalizados até o montante de R$ 8,8 bilhões, para posterior autorização do Banco Central.

Expectativas e Mudanças

A expectativa é que o capital social do banco passe dos atuais R$ 2,344 bilhões para, no mínimo, R$ 2,88 bilhões. Já o máximo previsto chegaria a R$ 11,16 bilhões. Além disso, o prazo para compra de novas ações para quem já é acionista foi prorrogado até 3 de junho.

Essas mudanças ocorrem em um momento em que o BRB enfrenta uma crise institucional sem precedentes em sua história, após a exposição de um esquema de fraudes financeiras que resultou em um prejuízo bilionário para o banco.

Consequências e Perspectivas

O governo do Distrito Federal busca o aval para R$ 6,6 bilhões em empréstimos que negocia com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), entidade privada que reúne bancos públicos e privados. Para isso, pede que o Supremo Tribunal Federal (STF) obrigue o Tesouro Nacional a revisar a nota de crédito do GDF e permitir a operação com o FGC.

O aumento de capital e a recomposição das contas do BRB são mandatórios para que o banco se enquadre nas exigências regulatórias do banco central e continue em funcionamento após as fraudes apontadas pelas investigações da Operação Compliance Zero.

  • O BRB pode emitir ações ordinárias e preferenciais até o limite de R$ 8,81 bilhões.
  • Cada ação será emitida por R$ 5,36 no mercado, para subscrição privada.
  • O prazo para compra de novas ações para quem já é acionista foi prorrogado até 3 de junho.

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