Brasileirão: Queda nas Arquibancadas e o Desempenho do Flamengo
O primeiro turno do Campeonato Brasileiro chegou ao fim com um sinal de alerta para os clubes de futebol. A média de público caiu mais de 10% em relação à temporada anterior, assim como o número de pagantes, enquanto as receitas de bilheteria também recuaram. No entanto, o Flamengo se destacou como uma exceção, conseguindo crescer em praticamente todos os indicadores.
De acordo com um levantamento do especialista em gestão e marketing esportivo Marcelo Paciello, a média de público total caiu de 26.412 para 23.496 torcedores por jogo, uma redução de 11%. O público pagante recuou 12%, de 25.546 para 22.581. A renda bruta teve queda de 7,5%, enquanto a líquida diminuiu 2,5%.
Explicações para a Queda do Público
Entre as explicações para a redução do público estão o início do Brasileirão em janeiro, simultaneamente aos campeonatos estaduais, e as ausências de Ceará e Fortaleza, que disputam a Série B após figurarem entre as maiores médias de público em 2025.
Os números também reforçam a força do chamado “Clube dos Nove”, grupo formado por Flamengo, Corinthians, Bahia, Cruzeiro, Palmeiras, Atlético Mineiro, Fluminense, São Paulo e Fortaleza, torcidas que historicamente sustentam a presença de público no Brasileirão.
O Desempenho do Flamengo
O Flamengo liderou com folga, alcançando média de 60.405 torcedores por partida, alta de 5% em relação ao ano anterior. Além disso, o clube aumentou a média de público justamente na temporada em que elevou em 15% o ticket médio, que chegou a R$ 82,82, o maior do campeonato.
Para Paciello, o desempenho do Flamengo demonstra conhecimento do comportamento do torcedor e eficiência na política de preços, já que o clube conseguiu crescer simultaneamente em público, arrecadação e ocupação.
- A média de público do Flamengo cresceu 5% em relação ao ano anterior.
- O ticket médio do Flamengo aumentou 15% e chegou a R$ 82,82.
- A renda bruta do Flamengo cresceu 22% e a líquida avançou 20%.
Os dados reforçam a necessidade de uma liga unificada tratar a bilheteria como parte estratégica do produto Brasileirão. Além de discutir calendário, horários e mandos de campo, os clubes precisam encontrar formas de reduzir a dependência dos resultados esportivos para manter as arquibancadas cheias e evitar que a queda de público e arrecadação se torne uma tendência nas próximas temporadas.
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