Brasil não é protagonista dos temas globais, mas ações da B3 podem ganhar mesmo assim
O ano de 2025 foi marcado por alguns temas globais vencedores para o mercado, como ouro, metais estratégicos, defesa e inteligência artificial (IA). Conforme aponta análise do Santander, esses temas foram impulsionados por fatores como a crescente incerteza econômica, a transição energética e as tensões geopolíticas, que continuam moldando o cenário de investimentos.
Os ETFs de mineradoras de ouro e de terras raras tiveram desempenhos expressivos, com altas de 153% e 83%, respectivamente, refletindo a busca por proteção e a demanda por metais críticos para a tecnologia e energia limpa. O setor de defesa global também se destacou, com alta de 73%, impulsionado pelo aumento dos gastos militares em países desenvolvidos.
Empresas brasileiras que podem se beneficiar
Embora o Brasil não seja protagonista direto desses temas, empresas brasileiras podem se beneficiar dos efeitos indiretos. Ciclos globais de preços de commodities, rotação de investidores para valor e mercados mais atrativos e a demanda global por recursos naturais podem apoiar nomes locais selecionados. Algumas das companhias que devem aproveitar as tendências globais incluem:
- Aura Minerals: exposição equilibrada a metais preciosos, com 78% da receita proveniente de ouro e 19% de cobre.
- Embraer: a divisão de defesa deve se beneficiar das crescentes preocupações com segurança e defesa em países desenvolvidos.
- WEG: deve se beneficiar da aceleração na geração, transmissão, distribuição e armazenamento de energia, impulsionada pelo consumo energético dos data centers de IA.
- Axia Energia e Copel: podem se beneficiar do aumento da demanda por energia no Brasil.
- Hypera e RD Saúde: podem se beneficiar da expiração da patente do semaglutida, prevista para março de 2026.
Essas empresas podem se beneficiar dos efeitos indiretos dos temas globais, mesmo que o Brasil não seja protagonista direto. O aumento da demanda por recursos naturais, a rotação de investidores para valor e a crescente incerteza econômica podem apoiar o crescimento dessas empresas.
Além disso, a análise do Santander destaca que o aumento dos investimentos em data centers pode ser positivo para as distribuidoras, impulsionando o crescimento do RAB e a demanda por energia. Isso pode ter um impacto positivo nos reajustes tarifários e no crescimento das empresas de distribuição.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link