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Bolsas dos EUA foram de longe o melhor investimento de maio; o que esperar em junho?

Resumo do Mercado em Maio e Perspectivas para Junho

O mês de maio apresentou um contraste significativo entre os mercados doméstico e internacional. Enquanto o otimismo global foi sustentado por empresas de tecnologia e esperança pelo fim do conflito no Oriente Médio, o Brasil enfrentou a saída de capital estrangeiro e preocupações com o cenário político.

De acordo com um levantamento da Elos Ayta, as Bolsas americanas foram os grandes destaques positivos, com o índice BDRX subindo 9,22%, seguido de perto por Nasdaq (8,36%) e S&P 500 (5,15%). Já o mercado brasileiro foi castigado, com o Ibovespa caindo 7,22% e as Small Caps recuando 3,66%. O pior desempenho do mês foi do petróleo tipo Brent, que desabou 19,26%.

Os especialistas apontam que o tombo do petróleo é explicado pela sinalização do fim do conflito no Irã, enquanto no Brasil, o menor espaço para corte de juros e o noticiário político negativo contribuíram para o desempenho ruim da Bolsa brasileira.

Perspectivas para Junho

Para o mês de junho, os especialistas mantêm uma visão seletiva. Fernando Siqueira, head de research da Eleven, acredita que o apetite por tecnologia nos EUA ainda não se esgotou, enquanto Bruno Perri, estrategista e sócio-fundador da Forum Investimentos, vê os preços atuais como uma oportunidade de entrada no mercado brasileiro.

A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) será um fator importante para a renda fixa, com o mercado se dividindo entre um corte magro ou manutenção. A renda fixa pós-fixada continuará sendo um grande instrumento de investimento com baixa volatilidade.

Os especialistas também alertam para a volatilidade do dólar, que subiu 1,37% em maio, e que a moeda brasileira tem pouco espaço de apreciação frente à divisa americana.

Em resumo, a tônica para junho é a seletividade, com os especialistas sugerindo um posicionamento estratégico e fracionado, aproveitando as boas oportunidades que as principais classes de ativos trazem. É importante manter caixa e evitar a euforia, optando por uma alocação gradual e seletiva.

Além disso, é fundamental ter uma carteira diversificada para minimizar os riscos e maximizar os ganhos.

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