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“Bode expiatório”‘ e “ilações”: busca do Planalto por traições estremece relação

Derrota na Indicação do Ministro da AGU: Busca por Traições e Impacto na Relação do Planalto com Aliados

A derrota histórica na indicação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) levou o governo a buscar por possíveis traições, especialmente dentro de partidos como o MDB e o PP. Essa busca por responsáveis pela derrota está afetando a relação do Palácio do Planalto com integrantes da base aliada.

Lideranças do MDB, por exemplo, reagiram às acusações do governo, argumentando que o objetivo é transferir responsabilidades pela derrota. O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga, classificou as versões como “intriga” e “maledicência”, afirmando que o governo tenta criar um “bode expiatório” para a situação.

Reações e Negativas de Traição

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) também negou ter traído o governo, afirmando que trabalhou e votou a favor de Jorge Messias. Ele criticou as “ilações” sobre o MDB e as “mentiras” sobre o seu voto e o de outros senadores do partido.

No PP, o presidente do partido, senador Ciro Nogueira, havia declarado apoio a Messias, mas foi interpretado como tendo se alinhado à articulação contra a indicação durante a sessão de votação.

Análise da Derrota e Responsabilidades

A votação secreta resultou em apenas 34 votos a favor de Messias, sete a menos do que o necessário. O núcleo mais alinhado ideologicamente ao governo, formado por senadores do PT, PDT e PSB, reúne 18 votos, mas a fidelidade de outros parlamentares que declararam apoio a Messias não é certa.

O governo avalia que a derrota foi resultado de uma combinação de fatores, incluindo a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que teria consolidado votos contra a indicação, e a insatisfação de alguns senadores com a escolha feita pelo presidente Lula.

Integrantes do Palácio do Planalto também cobram explicações do líder do governo no Senado, Jaques Wagner, que teria desenhado um cenário equivocado de votação, e do ministro José Guimarães, responsável pela articulação política, que assumiu o cargo há duas semanas.

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